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Líder da Vodafone tem “seríssimas dúvidas” de que Anacom renove espetro a tempo

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Líder da Vodafone tem “seríssimas dúvidas” de que Anacom renove espetro a tempo

O líder da Vodafone Portugal advertiu esta quinta-feira que a regulação em Portugal “está a empurrar o setor para um caminho muito complicado”.

Luís Lopes referia-se ao processo em curso para a renovação dos direitos de utilização das licenças necessárias para a prestação de serviços móveis.

Parte dessas licenças caducam já em março de 2027, e o gestor não acredita que a Anacom tome uma decisão antes do fim desse prazo , prevendo que venha a ser necessária uma prorrogação temporária dos prazos por ação do Governo.

Anacom conclui hoje consulta sobre licenças das operadoras Ler Mais “Tenho seríssimas dúvidas de que a decisão chegue antes de o prazo terminar” , vaticinou.

Para Luís Lopes, é uma decisão que, em todo o caso, “já vem tardia” , apesar de ser um “tema estrutural para os operadores”.

“Sem espetro não há redes móveis que funcionem”, apontou.

Em particular, o CEO da Vodafone Portugal queixa-se da falta de previsibilidade necessária para a execução de investimentos.

“Há um risco sério de que haja uma retração significativa de investimento”, afirmou , num encontro com jornalistas em Lisboa.

Em julho, o regulador colocou em consulta pública um “sentido provável de decisão” propondo a renovação de 39% do espetro detido em conjunto pelas operadoras Meo, Nos e Vodafone por períodos que vão dos seis aos 15 anos, aproximadamente.

Uma “duração claramente insatisfatória” para Luís Lopes.

Segundo o gestor a Apritel, associação que representa as três operadoras, prepara-se para apresentar um estudo que mostra que as comunicações eletrónicas em Portugal não são “um setor que tenha retorno de capital acima de custo de capital”.

“Quer dizer que cada euro que os nossos acionistas e nós colocamos como investimento tem menos rentabilidade do que a alternativa financeira de investimento” , explicou.

O responsável máximo da Vodafone no país disse ainda que a Anacom prevê que o valor económico da renovação do espetro em causa “podia ser entre 500 milhões e 750 milhões de euros” .

“Não tenho detalhe suficiente na consulta pública para que possa perceber, de forma clara, como é que o regulador chega a estes números”, indicou Luís Lopes, acrescentando que a Vodafone estima um valor muito inferior: “Fazendo eu próprio as contas, chegamos a valores de menos de metade”, assumiu.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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