Violência policial ou "desrespeito da lei"? Protesto continua: As reações
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, assim como o primeiro-ministro, Luís Montenegro, defenderam esta quinta-feira, 15 de outubro, a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a atuação da autoridade na manifestação pelo direito à habitação, que terá provocado mais de 30 feridos , entre os quais dois graves.
Para Pedro Duarte, a PSP foi "forçada" a intervir contra os manifestantes que estavam acampados na praça, porque houve um "desrespeito ostensivo da lei".
Segundo o autarca, além de não terem respeitado a lei do ruído e de não terem tirado as tendas do local, houve um "pequeno grupo que tentou criar confusão" durante a madrugada, o que levou a que os ânimos se exaltassem.
Luís Montenegro segue na mesma direção.
A partir de Bruxelas, na Bélgica, onde está a participar numa reunião do Conselho Europeu, o chefe de Governo pediu aos manifestantes do Movimento pela Habitação, que "não sejam egoístas" quanto à tranquilidade e à ordem pública, e defendeu que as forças policiais portuguesas costumam ser "extraordinariamente criteriosas e respeitadoras".
Duas pessoas em estado grave e uma com deficiência entre feridos No entanto, nenhum dos dois comentou as imagens amplamente partilhadas nas redes sociais e que mostram a ação musculada da PSP, que acabou por provocar, segundo o Movimento pela Habitação, mais de três dezenas de feridos, entre os quais uma pessoa com "deficiência".
Em declarações à agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários do Porto, Luís Silva, disse que oito ativistas deslocaram-se à sede da corporação para serem assistidos, dois dos quais foram transportados ao Hospital de Santo António, no Porto.
Mais tarde, à RTP Notícias , o Hospital de Santo António confirmou ter recebido sete cidadãos feridos, "alegadamente em incidentes na Praça D.
João I, no Porto".
Duas pessoas em estado grave e uma com deficiência entre feridos no Porto O Movimento pela Habitação denunciou que a intervenção policial, no Porto, causou ferimentos em 37 participantes, sendo um deles uma pessoa com deficiência.
Dois dos manifestantes estão em estado grave.
Notícias ao Minuto com Lusa | 13:53 - 15/10/2026 "Cinco apresentaram ferimentos ou hematomas ligeiros.
Um homem apresentou um hematoma epicraniano, com TAC crânio-encefálica normal.
Uma mulher apresentou uma fratura da região distal do rádio", adiantou, em comunicado, o diretor clínico hospitalar, José Barros.
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