União Europeia testa potencial de hacking da francesa Mistral
A Agência da União Europeia para a Cibersegurança (ENISA) está a testar modelos de inteligência artificial (IA) da francesa Mistral para avaliar as suas capacidades de hacking , numa altura em que as instituições europeias procuram perceber como a IA pode ser utilizada tanto para lançar ciberataques como para os travar.
A agência está particularmente interessada na capacidade dos modelos de identificar, corrigir e explorar vulnerabilidades em sistemas informáticos , analisando o potencial da empresa francesa em tarefas de pirataria informática, afirmou um porta-voz ao Rapporteur.
Mistral levanta três mil milhões em ronda de financiamento Ler Mais A Mistral AI viu a sua avaliação subir para 21 mil milhões de euros, depois de concluir no mês passado a maior ronda de financiamento da sua história , assim como a maior operação de financiamento de uma tecnológica na Europa, no valor de três mil milhões de euros.
A informação surge num contexto de crescente preocupação europeia com a capacidade destes sistemas para identificar vulnerabilidades e executar operações informáticas complexas.
Em setembro, a Anthropic concedeu o acesso do Mythos , o seu modelo de inteligência artificial especializado em cibersegurança, à ENISA, mas apenas o fez meses após o seu lançamento em abril.
Comissão Europeia prepara mecanismos de defesa a ciberataques Em paralelo, a Comissão Europeia está a preparar mecanismos de defesa automatizados para responder a ciberataques de alto risco.
O departamento informático interno da instituição, conhecido como DG DIGIT, pretende recorrer a medidas de proteção automáticas em cenários específicos, segundo um documento obtido pelo Politico .
Meses depois de lançar, Anthropic disponibiliza Mythos à UE Ler Mais O documento alerta que a deteção de uma intrusão pode não ser suficiente se não for possível conter o ataque rapidamente .
Os sistemas de IA mais avançados poderão aumentar “significativamente a velocidade, a escala e a adaptabilidade dos ciberataques”, tornando as intrusões mais rápidas e difíceis de controlar.
Segundo o documento consultado pelo Politico , o plano da Comissão não se traduz numa automatização descontrolada e existirão controlos rigorosos, incluindo supervisão humana.
Para além de apresentar o plano de resposta, o relatório expõe os desafios de cibersegurança que a Comissão enfrenta devido à IA.
CFO da OpenAI alerta para riscos da IA de código aberto Ler Mais Entre os riscos identificados estão ataques que ocorram fora do horário normal de trabalho, se propaguem rapidamente entre sistemas ou permitam extrair grandes volumes de dados antes de as equipas de segurança conseguirem intervir.
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