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Fundo soberano da Noruega poderá voltar a investir em gigantes da Defesa

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Fundo soberano da Noruega poderá voltar a investir em gigantes da Defesa

O fundo soberano da Noruega, avaliado em cerca de 2 biliões de euros, poderá voltar a investir em grandes fabricantes de Defesa europeias.

Uma comissão nomeada pelo Governo norueguês recomendou esta quinta-feira uma alteração às regras éticas do maior fundo soberano do mundo, que poderá abrir caminho a investimentos de dezenas de milhares de milhões de dólares no setor.

Atualmente, o fundo está impedido de comprar participações em empresas envolvidas na produção de armas nucleares ou dos seus componentes.

A proposta prevê uma exceção para empresas sediadas em países que possuem armas nucleares ao abrigo do Tratado de Não Proliferação Nuclear e que são aliados da Noruega, como os Estados Unidos, o Reino Unido e a França.

Fundo da Noruega nunca teve tanto dinheiro em Portugal Ler Mais “ Várias empresas europeias e norte-americanas que produzem componentes para armas nucleares poderão, assim, voltar a ser incluídas ”, concluiu a comissão, citada pela Reuters .

A recomendação não significa que o fundo vá começar imediatamente a investir nestas empresas, uma vez que o Governo e o Parlamento noruegueses terão ainda de decidir se avançam com a alteração.

As propostas deverão servir de base ao documento anual sobre o fundo soberano, previsto para a primavera de 2027.

A revisão foi pedida pelo ministro das Finanças, Jens Stoltenberg, antigo secretário-geral da NATO, perante as mudanças na situação de segurança internacional e a dependência da Noruega da dissuasão nuclear da Aliança Atlântica .

Fundo da Noruega ganha 9,4% e supera 2 biliões em ativos Ler Mais “O mundo está a mudar e a cadeia de valor está cada vez mais integrada.

É difícil distinguir entre produtos civis e militares”, afirmou Stoltenberg à agência noticiosa, defendendo a necessidade de adaptar o enquadramento ético à nova realidade.

Além da Airbus , da Boeing , da BAE Systems e da Lockheed Martin , a lista de empresas excluídas inclui as francesas Safran e Thales , a norte-americana Northrop Grumman e outras empresas ligadas ao desenvolvimento ou produção de componentes para armamento nuclear.

Mesmo que a exceção seja aprovada, estas empresas poderão continuar excluídas por outros motivos éticos.

A alteração surge também depois de o Parlamento norueguês ter suspendido, no ano passado, os desinvestimentos motivados por critérios éticos, enquanto decorria a revisão das regras.

A decisão ocorreu num contexto de pressão da administração norte-americana sobre as decisões de investimento do fundo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em lifestyle.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO Lifestyle.

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