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Economia

Fim da escala 6×1 pode encarecer alimentos e prejudicar produção rural, diz Faesp

Canal Rural ·
Fim da escala 6×1 pode encarecer alimentos e prejudicar produção rural, diz Faesp

Imagem gerada por IA para o Canal Rural A redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com o fim da escala 6×1, poderá elevar os custos de produção de alimentos e agravar a escassez de trabalhadores no campo.

O alerta é da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que manifestou preocupação com os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (14) .

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News! Segundo a entidade, a adoção da escala 5×2, com dois dias de descanso semanal, poderá comprometer a competitividade das propriedades rurais, especialmente entre pequenos e médios produtores, que enfrentam margens apertadas e dificuldades para repassar aumentos de custos aos preços de venda.

A Faesp destaca que, diferentemente de outras atividades econômicas, a agropecuária exige operações contínuas, inclusive aos finais de semana.

Atividades como ordenha, alimentação e cuidados sanitários dos animais não podem ser interrompidas, enquanto plantio, irrigação e colheita dependem das condições climáticas e dos ciclos produtivos.

“O campo não pode parar.

Os animais precisam de cuidados todos os dias e uma lavoura não pode esperar quando chega o momento certo da colheita.

Não podemos impor novos custos sem avaliar as consequências para quem produz, emprega e garante o abastecimento de alimentos à população”, afirmou o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.

Impactos na produção e no emprego rural A entidade aponta que os efeitos da mudança poderão ser mais intensos em atividades que dependem de grande quantidade de trabalhadores, como cafeicultura, fruticultura, horticultura, pecuária leiteira e produção animal.

A Faesp também cita estimativas do economista José Pastore, segundo as quais a redução da jornada poderá provocar uma queda imediata de 6,2% no Produto Interno Bruto (PIB) e elevar em aproximadamente 22% o custo por hora trabalhada.

Os números são projeções mencionadas pela entidade, e não impactos já constatados.

Além da escassez de mão de obra, a federação lembra que os produtores enfrentam juros elevados, dificuldades de acesso ao crédito, oscilações de preços e riscos climáticos, fatores que podem dificultar a adaptação às novas regras.

Apesar das críticas, a Faesp afirma reconhecer a importância da valorização dos trabalhadores e da melhoria das condições de trabalho, mas defende que mudanças na legislação sejam acompanhadas de estudos econômicos, ganhos de produtividade e maior flexibilidade nas negociações coletivas.

“Não somos contrários à valorização do trabalhador.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.

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