Galeria Metrópole em SP restringe acesso após ato pró-Lula marcado em seu entorno
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Um ato pró- Lula ( PT ) convocado por editoras e lojistas da Galeria Metrópole em suas imediações levou o espaço a fechar as portas mais cedo nesta quinta-feira (15), impedindo o acesso de clientes, convidados de eventos e também de funcionários que tentavam entrar no edifício.
Lojistas do tradicional centro comercial de São Paulo afirmaram que não foram avisados previamente sobre o fechamento, que ocorreu a partir das 18h.
A manifestação havia sido divulgada nas redes sociais com o chamado: "Para virar, precisamos somar forças e ir atrás de cada voto!". A mensagem defendia a mobilização nas ruas como caminho para a vitória de Lula.
De acordo com Florencia Ferrari, sócia da editora Ubu, a organização tentou inicialmente realizar a atividade dentro do edifício, mas a administração não autorizou o uso das áreas comuns. Então, o grupo decidiu transferir a mobilização para a praça dom José Gaspar , localizada em frente ao prédio da galeria.
Com a aproximação do horário marcado para a concentração, os portões da Metrópole foram fechados. A medida afetou o funcionamento de estabelecimentos que continuavam em atividade e comprometeu eventos previstos para a noite.
Localizada na avenida São Luís, a galeria é um tradicional centro comercial paulistano, com restaurantes, lojas e espaços culturais. Às quintas-feiras, o funcionamento costuma se estender até as 23h, segundo cadastros comerciais.
A Folha tentou contato com a administração por email e telefone, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.
Restaurantes tinham famílias à espera de outros convidados, mas pessoas que tentavam entrar foram barradas. Trabalhadores também enfrentaram dificuldades para acessar o prédio. O lançamento do fotolivro "Meu Pai É Viajante", de Mônica Zarattini, foi prejudicado: parte dos convidados não conseguiu chegar ao evento.
A deputada eleita Luna Zarattini (PT) estava no ato e na galeria para um lançamento do livro de sua mãe. Segundo Luna, a galeria negou previamente a realização do ato nas dependências do centro comercial, e, com isso, ela tinha sido remarcada para a praça.
Júlia Mendes, 20, secretária de uma empresa de engenharia elétrica instalada no 15º andar do prédio, tentou entrar para buscar sua moto na garagem. "Não deixam eu entrar pra pegar minha moto. Trabalho aqui todo dia", afirmou. Ela conseguiu acesso após cerca de 15 minutos, com ajuda de manifestantes que intervieram em seu favor.
Um lojista, que pediu para não ser identificado, relatou que também foi impedido de entrar, embora tivesse mercadorias dentro de sua loja e um funcionário prestes a iniciar o turno. Ele disse que acabou conseguindo acessar o espaço pela garagem, depois de ser orientado a dar a volta no quarteirão e tentar outro portão.
O comerciante afirmou que estabelecimentos continuavam funcionando e recebendo clientes, enquanto a restrição de entrada comprometia as atividades.
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