UBS eleva Petz/Cobasi para compra, aumenta preço-alvo e vê dividendos
O UBS BB elevou a recomendação das ações do Grupo Petz Cobasi (AUAU3) de neutra para compra e aumentou o preço-alvo de R$ 3,75 para R$ 6,50, uma revisão de 73%. Em relatório divulgado nesta quinta-feira (15), o banco afirma que a integração das duas redes deve trazer economias, melhorar a rentabilidade e sustentar o crescimento da companhia, mesmo em um cenário mais difícil para o consumo.
Os analistas Vinicius Strano, Isabella Lamas e Lucca Biasi também elevaram suas projeções de lucro para os próximos anos. Na avaliação do UBS, o mercado ainda não incorporou plenamente os benefícios esperados da fusão ao preço das ações.
Integração das redes deve melhorar os resultados. O UBS espera que a combinação das operações permita reduzir despesas e negociar melhores condições com fornecedores. Parte dessas economias deve começar a aparecer nos balanços entre o terceiro trimestre de 2026 e o primeiro trimestre de 2027, à medida que a integração avança.
Banco prevê crescimento mesmo com consumo mais fraco. A expectativa é de aumento de aproximadamente 8% na receita em 2026 e 2027, acompanhado de melhora das margens, que indicam quanto das vendas permanece com a empresa depois de determinados custos e despesas. O banco também aposta em ajustes na rede de lojas para elevar a produtividade.
Marcas próprias podem reforçar a rentabilidade. A ampliação das vendas de produtos desenvolvidos ou comercializados exclusivamente pelas redes é outra oportunidade identificada pelo UBS. Como esses itens costumam oferecer margens maiores, seu crescimento pode ajudar a elevar os ganhos da companhia.
Projeções de lucro foram revisadas para cima. O UBS aumentou sua estimativa de lucro líquido ajustado para 2027 de R$ 338 milhões para R$ 435 milhões, alta de aproximadamente 29%. Para 2028, a projeção passou de R$ 422 milhões para R$ 518 milhões, avanço de 23%. Os cálculos desconsideram despesas extraordinárias relacionadas à fusão.
Dividendos também podem aumentar. Com a expectativa de melhora dos resultados, os analistas enxergam espaço para ampliar a distribuição de parte dos lucros aos acionistas. "Vemos espaço para a companhia aumentar os dividendos", afirmam os analistas.
Mercado ainda pode estar subestimando os ganhos da fusão. Segundo o UBS, o preço atual das ações reflete expectativas relativamente modestas para o crescimento das vendas e a recuperação das margens. Para que a visão positiva se confirme, porém, será necessário que a companhia consiga executar a integração e entregar as economias previstas.
Novo preço-alvo considera um prazo maior. Os R$ 6,50 projetados pelo banco têm como referência o fim de 2027, enquanto o preço-alvo anterior, de R$ 3,75, considerava o encerramento de 2026. Portanto, a revisão de 73% não decorre exclusivamente de uma melhora nas expectativas para a empresa.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.