Pesquisa notou indícios de enchente no Nepal dias antes da tragédia
Uma análise preliminar de risco identificou sinais de instabilidade na geleira que desabou entre o Nepal e o Tibete dias antes da inundação que matou pelo menos 1.000 pessoas e deixou mais de 3.900 desaparecidas.
O estudo foi produzido pelo grupo HiRISK e divulgado em 28 de agosto.
Os pesquisadores encontraram alterações na superfície da geleira, aumento do fluxo de água do degelo, mudança na coloração da água e uma rachadura que avançava na encosta rochosa próxima.
Apesar dos sinais, a região não contava com um sistema específico de alerta para riscos relacionados a geleiras.
Vale lembrar que a enchente atingiu principalmente projetos hidrelétricos e outras obras de infraestrutura instaladas ao longo do rio Trishuli, na fronteira entre Nepal e China.
Segundo o governo nepalês, pelo menos 933 trabalhadores estavam presos em cerca de seis projetos.
Cerca de 300 haviam sido retirados de um túnel do complexo Upper Trishuli.
Satélites mostraram sinais prévios As imagens analisadas pelos cientistas indicaram que a geleira estava passando por mudanças antes do colapso.
A água do degelo ficou mais escura e houve indícios de movimentação dentro da geleira e de instabilidade nas rochas ao redor.
Os pesquisadores afirmam que o monitoramento por satélite pode ser uma ferramenta importante para acompanhar áreas extensas e de difícil acesso no Himalaia.
A tecnologia também pode ser combinada com inteligência artificial para identificar alterações que indiquem risco.
O local atingido pela enchente já havia registrado outros eventos graves.
Em 2025, o rompimento de um lago formado pelo derretimento de gelo provocou uma inundação que destruiu estradas e uma ponte na fronteira entre Nepal e China.
O episódio matou pelo menos nove pessoas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.