Homem acha em ferro-velho restos mortais de guerreiro com 1,8 mil anos; fotos
Um homem que procurava peças para carros e motocicletas em um ferro-velho de Hrubieszów, no sudeste da Polônia, encontrou uma peça de um escudo com cerca de 1,8 mil anos e, dentro dela, restos de ossos humanos queimados.
O achado foi identificado por arqueólogos como parte de um sepultamento por cremação possivelmente associado a um guerreiro da comunidade vândala, um antigo povo germânico.
A descoberta aconteceu no início de agosto e foi comunicada ao Museu Padre Stanisław Staszic, em Hrubieszów.
Segundo publicação feita no dia 20 de agosto pelo museu nas redes sociais, o responsável pelo achado, Włodzimierz Starykiewicz, percebeu que se tratava de um objeto antigo e enviou imediatamente uma fotografia à instituição.
O objeto é chamado de umbo, e se trata da parte central de ferro de um escudo.
Essa peça protegia a mão de quem segurava a arma e também ajudava a sustentar a estrutura de madeira e couro do escudo.
Com o passar dos séculos, esses materiais se deterioraram, restando apenas o componente metálico.
Como destaca o site Live Science, a idade do artefato e suas características indicam uma possível ligação com os vândalos.
O portal também destaca que a forma pontiaguda do umbo é compatível com exemplares datados do século 2, período em que os romanos ainda não haviam alcançado aquela região do norte da Europa.
Ossos foram encontrados dentro da peça O detalhe que tornou a descoberta especialmente relevante apareceu somente depois que o objeto chegou ao museu.
Dentro do umbo havia um bloco de terra seca que conservava resíduos de uma área de vegetação e, posteriormente, revelou a presença de ossos humanos que haviam sido submetidos ao fogo.
O umbo do escudo antigo — o núcleo central de ferro do escudo completo — foi encontrado em um ferro-velho no sudeste da Polônia Reprodução/Facebook (Muzeum im. ks.
Stanisława Staszica w Hrubieszowie) A equipe de arqueólogos do Museu observou que a superfície do metal apresentava marcas características de exposição a temperaturas elevadas.
A combinação entre esse sinal e os ossos queimados levou a equipe a associar o objeto a um sepultamento por cremação, prática funerária em que o corpo do morto era queimado antes ou durante o ritual de enterramento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.