Instituto Serrapilheira oferece formação em ecologia quantitativa
Serão selecionados 30 estudantes que já concluíram a graduação ou estão no mestrado para participar do programa, composto por um curso teórico e outro de campo em um bioma brasileiro
Serão selecionados 30 estudantes que já concluíram a graduação ou estão no mestrado para participar do programa, composto por um curso teórico e outro de campo em um bioma brasileiro
Agência FAPESP – O Instituto Serrapilheira lançou oportunidade para jovens pesquisadores interessados em atuar na área da ecologia com uso de ferramentas quantitativas da computação e matemática. A 7ª edição do Programa de Formação em Ecologia Quantitativa é uma iniciativa gratuita que tem como objetivo preparar futuros cientistas para lidar com grandes questões da ecologia.
Serão selecionados 30 estudantes que já concluíram a graduação ou estão no mestrado para participar do programa, composto por duas etapas: um curso teórico de verão no Rio de Janeiro e um curso de campo de inverno em um bioma brasileiro. Podem se inscrever pessoas de qualquer área que tenham interesse em desenvolver pesquisas com abordagem interdisciplinar. Os aprovados receberão hospedagem e alimentação, além de passagens de ida e volta ao Rio de Janeiro.
É desejável que o candidato tenha familiaridade com matemática básica, noções de cálculo e estatística. Também é importante ter tido contato prévio com alguma linguagem de programação, como R ou Python. Não é necessário comprovar proficiência em língua inglesa, mas os candidatos devem ser capazes de se comunicar no idioma em um contexto acadêmico, já que parte das atividades do curso será em inglês.
Criada em 2021, a iniciativa é uma das iniciativas do Serrapilheira para capacitar pesquisadores em busca de respostas para os desafios atuais da ecologia. Na primeira etapa, que vai de 3 de janeiro a 1º de março de 2027, os selecionados passam por um treinamento teórico intensivo (aulas e palestras). O foco é a formulação de perguntas científicas da ecologia contemporânea, com rigor teórico e metodológico, combinada à aplicação de ferramentas como estatística, modelagem matemática, sensoriamento remoto e machine learning . As atividades ocorrem no Impa Tech, programa de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), na zona portuária do Rio. Ao final, o grupo também participa de uma “imersão científica” por duas semanas na Região Serrana do Rio, com seminários, workshops e sessões de mentoria com cientistas de diferentes países e referências na área.
Após a fase intensiva de aulas, o programa traz a oportunidade de participar de um curso de campo em um bioma brasileiro, programado para julho de 2027. Nessa etapa, serão selecionados 16 estudantes, entre os participantes das edições de 2027, 2026 e 2025, para trabalhar em projetos em grupo que unam os conhecimentos aprendidos nas aulas ao trabalho de coleta de dados, observações e experimentos. Em 2026, a etapa de campo ocorreu no Cerrado, no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Em edições anteriores, as atividades foram na Mata Atlântica e Amazônia.
Os selecionados na segunda fase participam ainda de um evento preparatório para o curso de campo, nos moldes de um hackathon .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.