Computação quântica exige preparação estratégica antes da adoção comercial
Evento foi realizado na última sexta-feira (28/08) no auditório da FAPESP ( Daniel Antônio/Agência FAPESP )
Na 6ª Conferência FAPESP 2026, Samuraí Brito, coordenadora de Tecnologias Quânticas do Itaú Unibanco, mostrou como a pesquisa realizada agora pode revelar aplicações, antecipar riscos e criar competências para um recurso que ainda não chegou ao uso comercial em larga escala
Na 6ª Conferência FAPESP 2026, Samuraí Brito, coordenadora de Tecnologias Quânticas do Itaú Unibanco, mostrou como a pesquisa realizada agora pode revelar aplicações, antecipar riscos e criar competências para um recurso que ainda não chegou ao uso comercial em larga escala
Evento foi realizado na última sexta-feira (28/08) no auditório da FAPESP ( Daniel Antônio/Agência FAPESP )
José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Computadores quânticos já estão sendo criados e testados em escala experimental. Mas ainda não está disponível a máquina capaz de resolver, de forma comercialmente relevante, problemas de interesse das grandes empresas, com vantagem clara sobre os melhores computadores e algoritmos convencionais. Porém, esperar que essa etapa seja alcançada para só então começar a pensar no assunto poderá ser tarde demais. A preparação precisa começar agora ou já deveria ter começado: identificando os problemas para os quais a computação quântica realmente fará diferença, desenvolvendo algoritmos, preparando os sistemas de segurança para as novas ameaças que a própria tecnologia tornará possíveis, formando equipes especializadas e estabelecendo parcerias.
Esse foi o fio condutor da 6ª Conferência FAPESP 2026, “ Da pesquisa à vantagem estratégica: quantum computing aplicado aos negócios ”, apresentada por Samuraí Gomes Aguiar Brito, coordenadora de Tecnologias Quânticas e gerente executiva de Ciência de Dados do Itaú Unibanco.
Doutora em física pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com pós-doutorado em informação e computação quântica, Brito integra a lista “Quantum 100” da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que reúne os cem profissionais mais influentes da área.
“Os computadores quânticos ainda não estão prontos. Conseguimos criá-los, testá-los, desenvolver algoritmos, experimentar em baixa escala, mas, para uso produtivo comercial, ainda não temos computadores quânticos viáveis. Porém, isso não significa que seja necessário dispor de uma máquina quântica para começar. Sistemas pequenos podem ser simulados em computadores convencionais e utilizados para desenvolver algoritmos e aprender a pensar os problemas de outra maneira. O pensamento quântico é um pensamento algorítmico”, disse Brito.
A estratégia apresentada por ela inverte uma maneira bastante comum de abordar tecnologias emergentes. Em vez de partir da nova ferramenta e procurar descobrir onde encaixá-la, começa-se pelo problema. “Nosso principal objetivo é descobrir em que problemas a computação quântica vai ser diferencial, para que a gente possa apostar rápido e apostar certo”, afirmou.
Isso será especialmente importante porque o computador quântico não deverá simplesmente substituir os computadores atuais.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.