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França e Suécia fecham acordo bilionário militar para ‘fortalecer pilar europeu’ na Otan

Opera Mundi ·
França e Suécia fecham acordo bilionário militar para ‘fortalecer pilar europeu’ na Otan

O presidente da França, Emmanuel Macron , e o primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, reforçaram nesta segunda-feira (31/08), em Estocolmo, a cooperação entre os dois países na área de defesa. A iniciativa, segundo os líderes, contribui para fortalecer o chamado “pilar europeu” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em um cenário internacional considerado cada vez mais instável.

“Estamos consolidando uma cooperação estratégica importante, recíproca, respeitosa e ambiciosa”, declarou Macron a bordo da fragata francesa Amiral Ronarc’h, atracada no porto de Estocolmo, onde foi formalizado o contrato de 4,3 bilhões de euros.

“Isso demonstra a força e a importância desse pilar europeu de defesa e como a cooperação franco-sueca está se tornando um elemento essencial dessa estrutura”, acrescentou o presidente francês.

O ministro sueco da Defesa, Pål Jonson, e a ministra francesa das Forças Armadas, Catherine Vautrin, assinaram paralelamente um acordo-quadro para ampliar a cooperação bilateral nos campos operacional, tecnológico e industrial.

A Suécia, que vem ampliando significativamente seus investimentos militares desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022 , e desde sua entrada na OTAN, em 2024, encomendou ao grupo francês Naval Group quatro fragatas de defesa e intervenção (FDI). A primeira embarcação deverá ser entregue em 2030.

A encomenda sucede a decisão francesa de adquirir dois aviões de vigilância aérea GlobalEye, produzidos pela empresa sueca Saab, em um contrato superior a 1 bilhão de euros assinado em dezembro.

La Suède choisit d’acquérir quatre frégates de défense et d’intervention françaises produites par Naval Group à Lorient.

C’est l’excellence de notre industrie de défense qui est reconnue. C’est aussi le choix de deux nations qui partagent une même vision de la souveraineté… pic.twitter.com/ZDWMdSaB6J

Os dois líderes insistiram na necessidade de reforçar a chamada “soberania europeia” em matéria de defesa. A ideia, defendida por Macron desde o início de seu mandato em 2017, ganha força diante da ameaça representada pela Rússia e das incertezas em relação ao compromisso dos Estados Unidos com a segurança europeia .

“Todos sabemos agora que a Europa precisa assumir uma responsabilidade maior por sua própria segurança”, afirmou Kristersson.

As quatro fragatas serão equipadas com mísseis antiaéreos e antimísseis Aster 30 e, possivelmente, com mísseis de cruzeiro navais de longo alcance, informou Macron.

Segundo o primeiro-ministro sueco, os navios fornecerão à Suécia uma capacidade de defesa aérea de longo alcance no mar e proteção contra mísseis balísticos, recursos cuja ausência se tornou evidente na defesa da Ucrânia diante dos ataques russos.

Macron destacou ainda que essa capacidade de defesa antimísseis contribuirá para apoiar a estratégia de dissuasão nuclear francesa.

O presidente francês já propôs essa forma de dissuasão ampliada a oito países europeus, entre eles a Suécia, como parte de um esforço para reforçar a defesa do continente . A decisão final sobre o eventual uso de armas nucleares, porém, continuaria sob responsabilidade exclusiva da França.

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