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Atentado com carro-bomba mata uma pessoa e deixa feridos na Colômbia

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Atentado com carro-bomba mata uma pessoa e deixa feridos na Colômbia

Um atentado com carro-bomba contra uma estação policial deixou uma pessoa morta e pelo menos 11 feridos na noite desta segunda-feira (31/08) em Los Patios, município da região metropolitana de Cúcuta, no departamento de Santander, na Colômbia.

A vítima fatal foi identificada pela imprensa colombiana como Jhon Sandoval Sepúlveda, cidadão venezuelano que passava de motocicleta pela região no momento da explosão. Segundo o prefeito de Los Patios, Alexi Valencia Lizcano, o jovem foi atingido quando transitava nas proximidades da estação policial.

De acordo com o balanço preliminar da Polícia Nacional colombiana, nove civis e dois policiais ficaram feridos. A explosão provocou danos nas instalações da delegacia e em veículos da instituição. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na região e estabelecimentos comerciais próximos à avenida principal da cidade sentiram o choque da explosão.

A Polícia Nacional e a Procuradoria-Geral do país abriram uma investigação para identificar os responsáveis. Até o momento, nenhum grupo armado reivindicou a autoria do ataque.

O atentado desta segunda-feira (31/08) é o segundo ataque recente com carro-bomba contra instalações policiais na região. Em 31 de julho, um veículo carregado com explosivos foi detonado nas proximidades do comando da Polícia de Norte de Santander, também em Cúcuta, deixando 11 policiais e três civis feridos.

O novo atentado ocorre em meio à mudança na política de segurança colombiana, promovida pelo presidente Abelardo De la Espriella, que assumiu o cargo em 7 de agosto.

No último dia 28, o governo encerrou as mesas de negociação com três organizações armadas: as Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), a Coordinadora Nacional Ejército Bolivariano (CNEB) e o Estado Mayor de Bloques y Frente (EMBF).

Segundo De la Espriella, essas organizações não demonstraram uma “vontade real nem verificável de paz”, de reintegração à vida civil ou de submissão à Justiça.

A medida marca uma ruptura com a política de “Paz Total” implementada pelo ex-presidente Gustavo Petro (2022-2026), que apostou na abertura de negociações com diferentes organizações armadas. Durante sua posse, De la Espriella já havia antecipado a mudança de estratégia ao afirmar que “a opção do diálogo está completamente esgotada”.

Paralelamente ao encerramento das negociações, o novo governo intensificou as operações militares. Forças colombianas realizaram recentemente bombardeios contra posições do EMBF no departamento de Guaviare, no sudeste do país. A operação resultou na morte de dez pessoas, entre elas, três menores de idade, segundo o Instituto Nacional de Medicina Legal da Colômbia.

O governo também autorizou a extradição para os Estados Unidos de cinco homens ligados a grupos que haviam participado de diferentes processos de negociação. Entre eles estão Willington Henao, conhecido como El Mocho Olmedo, do Frente 33; Carmen Evelio Castillo, o Muñeca, ligado às ACSN; Geovanni Andrés Rojas, o Araña, dos Comandos de la Frontera; Gabriel Yepes, conhecido como H.H., líder dos Comuneros del Sur; e Freddy Castillo, o Pinocho, apontado como principal dirigente das ACSN.

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