Lula não descarta reciprocidade ao tarifaço dos EUA e manda recado a Trump
Durante sabatina da Globo, presidente destacou a ampliação das parcerias econômicas do Brasil com dezenas de países
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite desta quinta-feira (15), durante sabatina na Globo, que mantém uma boa relação com os Estados Unidos, mas não descartou a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica caso o governo de Donald Trump não chegue a um acordo com o Brasil sobre o tarifaço imposto aos produtos brasileiros.
“A minha relação com Trump foi a mais civilizada que ele já teve com outro presidente da República”, afirmou Lula durante a entrevista.
Ao comentar os efeitos das tarifas norte-americanas, o presidente lamentou a decisão da Casa Branca, mas destacou que o Brasil ampliou suas relações comerciais, com acordos firmados com a China, a Alemanha e mais de 50 países.
Lula também ressaltou que o país registrou, mais uma vez, um superávit comercial recorde, o que, segundo ele, demonstra a capacidade da economia brasileira de diversificar seus parceiros internacionais.
Apesar de defender a continuidade das negociações com Washington, o presidente deixou claro que o governo brasileiro poderá recorrer à Lei da Reciprocidade Econômica caso não haja avanços nas tratativas.
“Quem deve estar preocupado neste momento são os EUA. Não fiz a lei de reciprocidade, não quero fazer. Eu quero continuar negociando, mas se for necessário fazer, vamos fazer e eles vão ter problemas conosco”, declarou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.