Coletivo judaico lança manifesto em apoio à reeleição de Lula
O coletivo Judias e Judeus Pela Democracia divulgou um manifesto no sábado (29.ago.2026) em apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.
A publicação foi antecipada em reação ao anúncio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que o oftalmologista Cláudio Lottenberg será seu ministro da Saúde caso vença a disputa presidencial , segundo a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.
Paulo .
Segundo a coluna, o grupo adiantou o manifesto para “ tornar pública a posição de muitos judeus e judias de esquerda: não estamos associados ao bolsonarismo “.
Lottenberg é presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil).
Até a publicação desta reportagem, a petição pública já contava com mais de 1.200 assinaturas.
O grupo que assina o manifesto contesta que ele possa falar em nome da comunidade judaica no contexto político, conforme a coluna.
Lottenberg é também presidente do conselho deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein.
À coluna, aliados de Flávio afirmaram que o critério usado na escolha foi a capacidade técnica, não a religião.
Entre os signatários do manifesto estão professores, advogados e artistas: Carlos Minc Baumfeld, Fabio Tofic Simantob, Iris Kantor, Jaques Morelenbaum, Lia Vainer, Lilia Schwarcz, Diego Lajst, Manuela Carneiro da Cunha, Marta Topel, Natalia Timerman, Raquel Rolnik e Tatiana Salem Levy.
Leia a íntegra do texto de petição: “Diante, mais uma vez, da ameaça à frágil democracia que construímos no Brasil, nós, judias e judeus, nos manifestamos publicamente em apoio à chapa Lula e Alckmin nas eleições de 2026.
Fazemos essa escolha face a uma sociedade em que discursos autoritários, inconstitucionais e de ameaça aos direitos humanos voltam a ocupar o espaço público como se fossem propostas políticas legítimas.
“ Não podemos normalizar discursos como ‘polícia atira para matar’, nem propostas de regimes de exceção, perseguição a grupos sociais e retirada de direitos sendo defendidas em rede pública como parte natural do debate democrático.
Uma democracia não pode tratar como apenas mais uma opinião aquilo que ameaça a própria democracia, transforma adversários em inimigos e faz da violência um projeto político.
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