Vinte dias após terremoto na Colômbia, De la Espriella anuncia plano de ‘reconstrução da Pátria’
“Hoje quero anunciar ao país que estamos iniciando uma nova etapa, a reconstrução da nação. Isso não significa que vamos abandonar as buscas, a ajuda humanitária ou o apoio às famílias”, declarou em um discurso.
O presidente assegurou que as buscas continuarão enquanto houver desaparecidos — atualmente cerca de 152 civis —, enquanto o número oficial de mortos é de 331 , com 4.497 feridos e mais de 230 mil casas danificadas. Ele enfatizou que o país vivenciou dias “de profunda dor, buscas incansáveis, solidariedade e mobilização extraordinária do Estado”.
“Temos que começar a reconstruir casas, restaurar escolas e hospitais, reconstruir estradas, revitalizar o campo e dar a centenas de milhares de famílias a oportunidade de recomeçar”, enfatizou.
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Segundo De la Espriella, 452,7 mil colombianos (213,4 mil famílias) em 497 municípios de 16 departamentos foram afetados, com 36 mil casas destruídas, além de danos a 4,2 mil escolas, 404 centros de saúde, 121 aquedutos e 482 estradas.
O terremoto, com epicentro a 20 km de San José del Palmar (Chocó) e profundidade de 103 km, atingiu cidades como Bogotá, Medellín, Cali e Pereira, sendo o maior tremor registrado na Colômbia na última década, segundo o Serviço Geológico.
O presidente também destacou o apoio recebido: mais de 640 toneladas de ajuda internacional e 2.640 toneladas mobilizadas por Bogotá. Contudo, o ultradireitista havia limitado equipes estrangeiras de resgate de países em específico. A permissão somente contemplava socorristas de países aliados ideologicamente alinhadas – como os Estados Unidos, Israel, Equador e El Salvador –, embora o governo negasse motivações políticas por trás das decisões em meio à crise.
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