Valor do petróleo dispara mais de 6% após EUA retomarem ofensiva contra Irã
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta segunda-feira (31/08), após a retomada dos ataques norte-americanos contra o Irã. Neste domingo (30/01), eles bombardearam a ilha iraniana de Larak , no Estreito de Ormuz, provocando a retaliação do país persa contra bases dos Estados Unidos na Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
O Brent, referência internacional, chegou às 7h15 a US$ 91,52 (R$ 475.54) por barril durante o pregão, maior nível desde terça-feira (25/08). Por volta das 10h06, era negociado a US$ 90,45, com alta de 2,67%. O WTI estava em US$ 85,71, avanço de 2,77%.
Na semana passada, o petróleo foi a US$ 92,08 na segunda-feira (24/08), depois os preços caíram, mas voltaram a subir nesta madrugada.
Em entrevista à Fox News, no mesmo dia do ataque, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que “o preço da gasolina vai cair” e “o preço do petróleo vai despencar, como um foguete indo na direção contrária, assim que vencermos esta guerra, assim que a terminarmos ”.
Ele afirmou, ainda, que as forças norte-americanas teriam retirado todas as minas da hidrovia. “Nós o limpamos de todas as minas. Vocês sabem, agora não há minas lá. Temos todo o controle internacional. Nós nos livramos delas”, declarou.
As declarações, no entanto, foram desmentidas pelas evidências. Nesta segunda-feira (31;08), a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) informou que um superpetroleiro pegou fogo e ficou imobilizado após atingir duas minas navais no setor sul do Estreito de Ormuz.
Segundo a força iraniana, o navio tentava atravessar a passagem marítima de forma irregular. A identidade da embarcação e informações sobre sua tripulação ainda não foram divulgadas. A Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica advertiu “que o destino das embarcações que violarem as normas de segurança do Estreito de Ormuz não será diferente”.
Em comunicado, a corporação acrescentou que o cumprimento das normas emitidas para passagem e navegação é obrigatório. “Empresas de transporte marítimo não devem ceder às provocações das Forças Armadas americanas, responsáveis pelo assassinato de crianças, e não devem expor desnecessariamente os bens de seus navios e a vida de seus tripulantes à destruição”, diz o texto.
Superpetroleiro pega fogo em Ormuz após avançar em passagem minada Agência Tasnim
Durante a entrevista, no entanto, Trump alegou que os Estados Unidos têm “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, corrigindo, na sequência: “quase total”.
Ao justificar os ataques nesta segunda-feira (30/08), o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que eles tiveram como alvo dois lançadores que, segundo Washington, seriam utilizados para disparos contra o Estreito de Ormuz.
Em declaração à Agência Tasnim , um oficial norte-americano afirmou que as forças norte-americanas falharam ao tentar impedir que o Irã punisse navios que violaram as regras impostas sobre a hidrovia.
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