Bitcoin sai do marasmo, surpreende e tem melhor agosto desde 2017
Depois de meses de desempenho morno e de uma alta modesta em julho, o Bitcoin (BTC) resolveu acordar em agosto.
A principal representante do mercado de criptoativos encerra o mês com valorização próxima de 26%, na faixa dos US$ 79 mil, e registra seu melhor agosto desde 2017, quando disparou 60%.
Com esse desempenho, reduziu consideravelmente as perdas acumuladas no ano, agora em cerca de 10%.
O resultado chama ainda mais atenção porque agosto costuma ser um mês ruim para o Bitcoin.
Segundo Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin (MB), esta será apenas a quarta vez em que o ativo termina o período no positivo.
Boa parte da arrancada ocorreu em poucos dias.
Em uma única semana, o Bitcoin avançou 24,8%, movimento que ficou entre o 1% das maiores altas semanais desde 2020, segundo levantamento da Binance Research.
A criptomoeda chegou a superar brevemente os US$ 81 mil antes de devolver parte dos ganhos.
A virada começou com uma combinação de dólar mais fraco, mudanças nas expectativas para os juros americanos e melhora da liquidez.
Um forte fechamento de posições vendidas, o chamado "short squeeze", acelerou o movimento depois que o Bitcoin rompeu a faixa entre US$ 62 mil e US$ 67 mil.
"O que vimos nesta semana não foi apenas uma forte valorização, e sim uma demonstração de como as criptomoedas reagem rapidamente quando o cenário macroeconômico muda", afirma Thiago Sarandy, diretor-geral da Binance no Brasil.
Mas há sinais de que a alta não ficou restrita ao fechamento dessas apostas.
Na semana da disparada, os ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos receberam US$ 1,9 bilhão, maior entrada semanal de 2026.
Na semana seguinte, outros US$ 924 milhões entraram nesses produtos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.