Ouro sobe quase 10% em agosto e tem melhor mês desde janeiro
Nem mesmo a forte queda dos últimos pregões foi suficiente para apagar o brilho do ouro em agosto.
O metal precioso acumulou alta de cerca de 10% no mês e registrou seu melhor desempenho mensal desde janeiro.
Nesta segunda-feira (31), porém, o movimento foi na direção contrária.
O ouro à vista recuou 0,4%, a US$ 4.433,19 por onça-troy, depois de tocar o menor nível desde 19 de agosto, segundo dados da CNBC.
Na sexta-feira, o metal já havia caído mais de 3%, na maior perda diária desde 10 de junho.
A pressão veio principalmente da mudança nas expectativas para os juros dos Estados Unidos após o discurso mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole.
Warsh indicou que o banco central pode precisar voltar a elevar os juros caso a inflação não caminhe de forma suficientemente clara para a meta de 2%.
Depois das declarações, a probabilidade atribuída pelo mercado a uma alta de 0,25 ponto percentual já na reunião de setembro saltou de cerca de 36% para 64%, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group.
Juros mais altos costumam ser negativos para o ouro porque aumentam a atratividade de ativos que oferecem rendimento, como os títulos públicos americanos.
O metal, por sua vez, não paga juros.
A disparada do petróleo também pesou sobre o ouro no fechamento do mês.
A escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã levou o Brent novamente para acima de US$ 90 por barril nesta segunda-feira, aumentando as preocupações com a inflação e, consequentemente, com a necessidade de juros mais altos por mais tempo.
O que fez o ouro subir tanto em agosto? A queda dos últimos dias, porém, veio depois de uma forte valorização ao longo do mês.
O ouro foi beneficiado pela busca dos investidores por proteção diante das tensões geopolíticas e das preocupações com a situação fiscal dos Estados Unidos.
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