Orçamento de 2027 prevê superávit de R$ 18,6 bi e mínimo de R$ 1.741
O governo enviou ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31) o projeto de Orçamento de 2027 com previsão de superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões e salário mínimo de R$ 1.741. A proposta considera que a economia brasileira vai crescer 2,46% no próximo ano, quase 1 ponto percentual acima da previsão atual do mercado financeiro.
Governo prevê fechar 2027 com superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões. O valor corresponde a 0,13% do PIB e considera também despesas que podem ser retiradas do cálculo para o cumprimento da meta fiscal. Sem esses gastos, como parte dos precatórios e outras exceções previstas em lei, o resultado considerado para a meta sobe para R$ 83,4 bilhões, ou 0,56% do PIB.
Meta fiscal para o próximo ano é de superávit de 0,5% do PIB. O objetivo corresponde a cerca de R$ 73,2 bilhões e tem uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo. O governo já havia antecipado que pretendia entregar resultado positivo mesmo contabilizando despesas que ficam fora da meta fiscal .
Governo diz não depender de novas medidas de arrecadação para atingir o resultado. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a proposta não conta com novas receitas que ainda dependam de aprovação do Congresso, diferentemente do que ocorreu na elaboração de orçamentos anteriores.
A gente acha muito factível entregar um resultado superavitário. Temos muita confiança de que ano que vem nós teremos um orçamento equilibrado, com receitas primárias performando acima do volume total de despesas primárias. Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento
Governo reduziu a previsão de crescimento do PIB para 2027. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) trabalha com expansão de 2,46% da economia no próximo ano. No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado ao Congresso em abril, a estimativa era de 2,56%.
Projeção oficial ainda é bem mais otimista que a do mercado financeiro. No Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central , a mediana das estimativas dos economistas aponta crescimento de apenas 1,50% para o PIB em 2027. A diferença entre as projeções do governo e do mercado é de 0,96 ponto percentual.
Inflação prevista pelo governo subiu, mas continua abaixo da estimativa do mercado. O PLOA considera IPCA de 3,60% em 2027, ante os 3,04% previstos no projeto da LDO. No Focus, a expectativa dos economistas é de inflação de 4,28% no próximo ano.
Previsão para o INPC também foi elevada. O índice usado como referência para a correção do salário mínimo é estimado em 3,69% no Orçamento, contra 3,06% no PLDO. Já a projeção para o IGP-DI foi mantida em 4%.
Orçamento prevê salário mínimo de R$ 1.741 em 2027. O valor é R$ 24 superior aos R$ 1.717 estimados no projeto da LDO e representa aumento nominal de R$ 120, ou 7,4%, em relação ao piso atual de R$ 1.621 .
Reajuste segue regra que garante aumento acima da inflação, mas limita o ganho real. O salário mínimo é corrigido pela inflação medida pelo INPC e pelo crescimento econômico, com aumento real limitado a 2,5%, seguindo o teto previsto pelas regras fiscais.
Valor de R$ 1.741 ainda é uma estimativa e pode mudar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.