Depois da eleição, Roberta Luchsinger poderá ter preventiva decretada
As fotos do presidente Lula com a lobista Roberta Luchsinger inundaram as redes sociais.
Estão sendo usadas na campanha política para tentar compensar o escandaloso pedido de dinheiro de origem criminosa formulado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro.
Fora isso e às pencas, circulam fotografias de Luchsinger com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e seu inseparável amigo de trampolinagens, Fernando Bittar, conhecido como Fefê.
Idem, fotos de Luchsinger na companhia dos ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.
É prematuro afirmar que crimes de "tráfico de influência" (artigo 332 do Código Penal) e "exploração de prestígio" (artigo 357 do Código Penal). Tratando-se de Luchsinger, no entanto, tudo precisa ser apurado com rigor.
Tem mais. Tornou-se usual figuras públicas aceitarem ser fotografadas com pessoas desconhecidas em eventos.
Lula negou conhecer a referida Roberta Luchsinger. Os ministros do STF silenciaram, até agora.
Relativamente aos ministros do STF fotografados, nenhum indício existe de terem sido vendidos por Luchsinger.
Pelo apurado pela Polícia Federal, e Lula reclama de vazamentos seletivos de peças do inquérito com relação ao filho Lulinha, ninguém deve se surpreender, passadas as eleições, com representação policial a fim de se verificar a necessidade da decretação da prisão preventiva de Luchsinger, que é bem mais do que uma lobista.
No inquérito policial apuratório de crime de tráfico de influência, com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Roberta Luchsinger e o Careca do INSS a figurar como suspeitos, vazou o teor de um áudio. Nele, Luchsinger assegura ser amiga de Lula e ter o presidente oferecido a ela a escolha de uma função pública para atuar no governo.
Luchsinger é ousada: pelo investigado, teria cooptado Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência da República. Pagou cartão de crédito, forneceu dinheiro em espécie e joias.
Conforme vazado, Luchsinger opera, com o emprego do seu motorista particular, um esquema de circulação de dinheiro por meio de malas de viagem.
Com as fotos dos citados ministros do STF, Luchsinger pode ter partido para o crime de "exploração de prestígio", tipificado no artigo 357 do Código Penal:
"Solicitar ou receber dinheiro, ou qualquer outra utilidade, a pretexto de influir em juiz (ministro do STF é magistrado), jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito tradutor, intérprete ou testemunha. Pena, reclusão de um a cinco anos e multa".
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