Cury reage a denúncias de uso de robôs e fala em “revolução silenciosa” dos eleitores
O candidato à Presidência da República pelo Avante, o psiquiatra e escritor Augusto Cury, reagiu publicamente nesta segunda-feira (31) às pesadas denúncias que pairam sobre a sua campanha a respeito de uma suposta manipulação digital mediante o uso ilegal de automação e contratação disfarçada de influenciadores.
Ao comentar o salto expressivo registrado em seu desempenho nas pesquisas mais recentes dos institutos BTG/Nexus e AtlasIntel, o postulante negou categoricamente qualquer irregularidade em suas redes e rebateu as suspeitas levantadas por adversários, classificando o avanço de sua candidatura como uma “revolução totalmente silenciosa” promovida espontaneamente por eleitores desiludidos com o cenário de polarização política do país.
As declarações foram dadas durante uma agenda institucional na sede do Sebrae, em Curitiba (PR).
Ao ser abordado pela imprensa sobre as representações e questionamentos formais movidos por partidos concorrentes, que apontam um crescimento impulsionado de forma artificial, Cury adotou um tom de desdém e desafiou os opositores.
“Eles que investiguem”, disparou o candidato, assegurando que o orçamento investido em suas plataformas digitais foi modesto e incapaz de subsidiar engrenagens complexas de disparos automatizados.
Segundo o médico, o investimento declarado nas redes totalizou cerca de R$ 50 mil nas semanas recentes, valor substancialmente inferior às somas de dezenas de milhões aportadas pelas chapas concorrentes.
Humildade no discurso e recusa de rótulos ideológicos Apesar de comemorar a disparada nos levantamentos de amostragem, no BTG/Nexus, por exemplo, ele saltou de 2% para 11% das intenções de voto no primeiro turno, Cury fez questão de demonstrar contenção e ressaltou que a prioridade de seu projeto político extrapola a corrida eleitoral em si.
Ele relatou ter recebido com “muita humildade” o volume de cumprimentos que recebeu ao longo do dia e enfatizou a preocupação com os rumos governamentais e institucionais do país nos anos subsequentes ao pleito.
“Todo mundo me ligando, todo mundo me cumprimentando.
Mas, honestamente dizendo, eu recebi com muita humildade.
Porque o problema não é perder a Presidência da República, o problema é ganhar a Presidência e pacificar esta nação.
Eu não estou atrás de poder.
Não é cargo.
As pessoas perguntam se estou eufórico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.