Casas Bahia: Sindicato dos Comerciários e demitidos sem rescisão fazem manifestação
Os funcionários demitidos sem rescisão pelo Grupo Casas Bahia participaram de um ato neste domingo (30), em Copacabana, com o presidente do Sindicato dos Comerciários, Márcio Ayer, pedindo melhores condições de trabalho.
Segundo explica Ayer, a empresa se recusa a dar informações sobre as demissões.
“Um absurdo, demitiram nos dias 13 e 14, para entrar com a recuperação judicial no dia 16, tudo para não pagar os trabalhadores.
Nesse caso, da recuperação judicial, as empresas fornecedoras, assim como os bancos têm seguro em caso de calote, mas e os trabalhadores, como ficam? As contas chegam! Essa é uma manobra rasteira e o trabalhador não pode ser responsável pelos prejuízos da empresa.
O trabalhador merece receber seus direitos para seguir a vida”, disparou o sindicalista.
Na reunião com o Sindicato, no último dia 24, a empresa não apresentou o número de demitidos na cidade do Rio e nem quais as lojas foram fechadas ou que podem vir a encerrar as atividades.
Ou seja, a empresa não dá transparência a informações fundamentais, enquanto os trabalhadores seguem apreensivos.
O Ministério Público do Trabalho também participará de uma reunião na Justiça do Trabalho para acompanhar o caso e tomar as medidas necessárias.
Ação de reintegração Diante da decisão da Justiça de reintegrar os trabalhadores, a empresa poderá convocar os funcionários para atividade compatível nas estruturas remanescentes ou manter em afastamento remunerado enquanto perdurar a medida.
Vale lembrar ainda que, na decisão judicial, a empresa deve restabelecer o plano de saúde e demais benefícios assistenciais de trato continuado que tenham sido cancelados exclusivamente em razão das dispensas.
Na recuperação judicial, as dívidas contraídas ficam sujeitas a pagamento na vara empresarial, submetidas a um processo bastante lento.
Por isso, a empresa faz a demissão em massa para, logo em seguida, dar entrada no pedido de recuperação judicial, de modo a deixar todos esses valores a serem pagos conforme um plano de recuperação judicial a ser elaborado.
Por isso, a decisão de suspender a demissão protege os trabalhadores.
O Sindicato também orientou que os trabalhadores não façam o exame demissional e nem assinem documentos de rescisão.
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