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O trade mais manjado e lucrativo da década está mudando de endereço — e o investidor brasileiro leva vantagem sem fazer esforço

Seu Dinheiro ·

Durante quase duas décadas, existiu uma fórmula quase mágica para ganhar dinheiro "fácil" nos mercados globais: pegar emprestado em iene , a taxas de juros perto de zero, e aplicar em países que pagam juros mais altos — como o Brasil .

A operação tem nome técnico, carry trade , mas a lógica é simples: tomar dinheiro barato em um lugar e emprestá-lo caro em outro, embolsando a diferença.

Só que o que parecia a jogada mais manjada para ganhar dinheiro com baixo risco começa a mostrar sinais de fadiga.

O Banco do Japão (BoJ) vem tentando conter a desvalorização de sua moeda, e episódios recentes de intervenção cambial — inclusive uma ação conjunta e inédita entre EUA e Japão — mostram que depender do iene como fonte de financiamento ficou mais volátil do que era.

Embora o iene não vá desaparecer do jogo, especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro são unânimes em dizer que o carry trade está se tornando mais fragmentado, e isso muda o tabuleiro para quem investe no Brasil.

O carry trade em bom português Imagine que você pudesse pegar um empréstimo a 1% ao ano e aplicar esse dinheiro em algo que rende 14% ao ano.

Enquanto o câmbio ficar estável, o lucro é praticamente garantido.

É isso que fundos de hedge, seguradoras e fundos de pensão fazem há anos usando o iene como moeda de financiamento (a perna barata) e moedas de países como Brasil e México como destino da aplicação (a perna cara).

O risco dessa operação não está nos juros — está no câmbio.

Se a moeda emprestada (no caso, o iene) se valorizar de repente, o investidor precisa comprar iene mais caro para pagar a dívida, e o lucro pode virar prejuízo da noite para o dia.

O real no centro da história — e por um bom motivo Com a Selic em 14%, o Brasil paga um dos maiores juros reais do planeta — e isso, combinado a um câmbio que não tem oscilado tanto quanto se poderia esperar, faz do real um imã para capital estrangeiro.

“O Brasil, principalmente pela taxa básica ser muito alta, acaba atraindo os investimentos de portfólio, incluindo os de carry trade .

Em 2025 e 2026, o real tem se mantido relativamente estável em um ambiente de juros altíssimos, o que faz com que o Brasil seja um destino bastante atraente para as operações de carry trade ”, diz Shin Fukui, gestor e sócio da americana Stratton Capital.

Mas há um alerta importante.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.seudinheiro.com — o conteúdo pertence a Seu Dinheiro.

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