Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
Se dependesse apenas do agronegócio , o Banco do Brasil (BBAS3) já poderia começar a respirar mais aliviado.
Depois de uma sequência de trimestres difíceis no campo, os produtores dão os primeiros sinais de recuperação, enquanto as renegociações de dívidas podem ajudar a aliviar a pressão sobre o balanço do BB.
O problema é que a história não termina no agro.
Justamente quando essa frente começa a dar sinais de melhora, a carteira de pessoa física passou a preocupar mais, com deterioração no crédito que pode retardar a recuperação da rentabilidade .
E há ainda uma segunda questão para o acionista: a ação já não parece tão descontada quanto no passado .
Na avaliação da XP Investimentos , BBAS3 negocia acima de sua média histórica de preço sobre lucro, o que deixa menos espaço para uma reprecificação positiva no curto prazo.
A equação, portanto, ficou mais apertada: o banco pode, sim, entrar em uma trajetória de recuperação, mas precisa entregar essa melhora em ritmo maior do que o mercado já espera para transformar a evolução dos fundamentos em uma valorização mais expressiva da ação.
Nesse cenário, a XP atualizou suas projeções, estabeleceu preço-alvo de R$ 21 para BBAS3 ao fim de 2027 e manteve a recomendação neutra para o papel.
A nova cifra implica uma desvalorização potencial de cerca de 1% em relação ao último fechamento.
Banco do Brasil (BBAS3): o agro finalmente pode virar a página? O agronegócio é uma das principais engrenagens da carteira de crédito do Banco do Brasil.
Depois de sucessivos trimestres difíceis para os produtores, a XP começa a enxergar condições mais favoráveis para uma melhora da qualidade dos ativos.
Do lado regulatório, está a MP 1.376 , que criou mecanismos para facilitar a renegociação das dívidas dos produtores, com medidas como entrada, alongamento de prazos e garantias adicionais.
Do lado operacional, há sinais de melhora no próprio negócio dos agricultores, com recuperação dos preços da soja e um câmbio mais depreciado, combinação que favorece a geração de receita dos produtores.
Afinal, com uma situação financeira melhor e condições mais adequadas para reestruturar as dívidas, diminui a probabilidade de inadimplência e, consequentemente, a necessidade de o banco reforçar provisões para cobrir perdas.
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