‘Língua eletrônica’ à base de nanomateriais detecta antibióticos no leite
A 'língua eletrônica' é composta pelo impedancímetro (à direita) e pelo conjunto de sensores feitos de fios de náilon (à esquerda) que podem ser mergulhados no líquido a ser analisado ( imagem: Luiza Stalder )
Em testes laboratoriais, dispositivo de baixo custo identificou concentrações muito baixas de cloxacilina, tetraciclina e estreptomicina em amostras de leite de vaca e de cabra
Em testes laboratoriais, dispositivo de baixo custo identificou concentrações muito baixas de cloxacilina, tetraciclina e estreptomicina em amostras de leite de vaca e de cabra
A 'língua eletrônica' é composta pelo impedancímetro (à direita) e pelo conjunto de sensores feitos de fios de náilon (à esquerda) que podem ser mergulhados no líquido a ser analisado ( imagem: Luiza Stalder )
José Tadeu Arantes | Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos desenvolveu uma língua eletrônica capaz de detectar no leite de vaca e de cabra concentrações muito baixas de três antibióticos – cloxacilina, tetraciclina e estreptomicina –, inclusive quando presentes simultaneamente. A tecnologia ainda se encontra em escala laboratorial, mas apresenta uma característica particularmente atraente: seus elementos sensores são constituídos simplesmente por fibras poliméricas revestidas com MXenes, uma família relativamente nova de materiais bidimensionais com propriedades elétricas e químicas singulares.
Os MXenes pertencem à grande classe dos chamados nanomateriais bidimensionais, ou nanomateriais 2D. O exemplo mais conhecido dessa categoria é o grafeno, constituído por uma única folha de átomos de carbono. No caso dos MXenes, a estrutura é um pouco mais complexa: as folhas são formadas por algumas camadas atômicas sobrepostas, compostas por metais de transição (como titânio, nióbio, vanádio ou molibdênio), combinadas com carbono, nitrogênio ou ambos.
“Por meio de um dispositivo de baixo custo, cujos sensores são formados por fibras de náilon revestidas com diferentes MXenes, conseguimos detectar pequenas quantidades de antibióticos em leite e fazer a diferenciação entre amostras de leite de vaca e leite de cabra.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em agencia.fapesp.br — o conteúdo pertence a Agência FAPESP.