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Juros altos que já freiam PIB ampliam risco de estagnação no 2º semestre

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Juros altos que já freiam PIB ampliam risco de estagnação no 2º semestre

O ritmo mais fraco de crescimento da economia brasileira no segundo trimestre conformou, entre profissionais do mercado financeiro, a leitura de que os juros elevados passaram a impactar de forma mais efetiva o PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país. Para analistas, essa desaceleração vai se mostrar mais forte ao longo deste segundo semestre.

PIB do Brasil desacelerou no segundo trimestre. O crescimento foi de 0,5% na comparação com o avanço de 1,1% registrado nos primeiros três meses deste ano, apontam dados das Contas Nacionais Trimestrais divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Pior desempenho em meia década . Na base de comparação que considera a variação do PIB no acumulado dos últimos quatro trimestres, a expansão apurada ao final de junho foi de 1,9%, a mais modesta desde o começo de 2021 (-2,9%).

Política monetária comanda a perda de ritmo. A manutenção da taxa Selic acima de 10% desde fevereiro de 2022 para inibir a inflação começa a desestimular o avanço econômico do Brasil, principalmente nos setores mais dependentes do crédito, dizem analistas.

A política monetária parece estar cumprindo a função de retirar demanda da economia. André Caruso, CEO da Pilar Capital

Arrefecimento vai se aprofundar até o fim deste ano. Com a política monetária ainda restritiva, as expectativas apontam para a manutenção do cenário econômico adverso. "Não vejo contração no terceiro trimestre como cenário- base, mas o risco de crescimento próximo de zero aumentou", avalia Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos. "Uma variação ligeiramente negativa no terceiro trimestre não está descartada", reforça André Matos, CEO da MA7 Capital.

A possibilidade de PIB negativo no terceiro trimestre é maior do que o número agregado de 0,5% pode sugerir, porque a queda do consumo tende a produzir efeitos defasados. Alberto Friggi, CEO da Friggi & Secco

Juros seguem em patamar considerado restritivo. O Banco Central fez quatro cortes da taxa básica de juros desde março, todos de 0,25 ponto percentual. Nesse movimento, a taxa Selic caiu de 15% a 14% ao ano, um patamar ainda próximo das máximas em duas décadas.

Com a inflação na casa de 4% ao ano, Brasil tem uma das maiores taxas reais de juros do mundo. Rondando os 10% ao ano, a taxa básica da economia brasileira só tem equivalente na Rússia, que está em guerra há quatro anos. Para comparar, a taxa real de juros no México, de economia mais semelhante à brasileira, os juros reais rondam 5% ao ano.

Podemos dizer que a taxa de juros está sendo um freio para a economia. Henrique Alencar, pesquisador do FGV Ibre

Juros elevados vão persistir como vilões do PIB. Mesmo que a Selic caia a 12% ao ano ao fim de 2027 , como projeta o mercado segundo a última edição da pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de participantes do mercado no Boletim Focus, a política monetária permanecerá restritiva por um período prolongado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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