Os sabores de Xianxim: dois pratos clássicos de uma terra de massas
Tanto nos pequenos restaurantes como nas cozinhas familiares, a farinha é transformada, através de técnicas tradicionais como amassar, esticar, bater e prensar, numa grande variedade de pratos, dando origem a uma gastronomia simples, mas profundamente ligada ao modo de vida local. .
Para quem esteja familiarizado com a bifana, petisco clássico português, a ideia de “pão com carne” não será estranha.
O roujiamo , uma especialidade de Xianxim, apresenta uma aparência semelhante, mas os ingredientes e o modo de preparação são bastante diferentes.
A bifana é preparada com pão fermentado e carne de porco frita com textura tenra.
O roujiamo , pelo contrário, é feito com um pão não-fermentado, cozido num forno de carvão, que fica estaladiço por fora e compacto por dentro.
O recheio consiste em carne de porco marinada e cozinhada lentamente durante várias horas.
Depois de picada, a carne é misturada com uma pequena quantidade do próprio molho e colocada no pão, que absorve o suco da carne sem perder a sua consistência.
Ao comer roujiamo , primeira nota-se a textura crocante do pão, seguindo-se o sabor intenso e aromático da carne.
Apesar da semelhança visual, a experiência gastronómica proporcionada pelo roujiamo é bastante diferente da bifana.
Em Xianxim, a mesma farinha pode dar origem a mais de uma dezena de alimentos diferentes, entre os quais se destacam, além do roujiamo, a massa biangbiang .
Diz-se que o nome deriva do som produzido durante a sua preparação, em que o cozinheiro estica e bate repetidamente a massa sobre a bancada, produzindo um característico “ biang ” e resultando numa massa larga e espessa.
Depois de cozida, a massa é temperada com malagueta, alho e cebolinho, recebendo, por fim, um fio de óleo quente para libertar os aromas.
Espessa e elástica, conserva o sabor naturalmente adocicado do trigo.
Em comparação com massas mais refinadas, a biangbiang distingue-se pela textura robusta e pelos ingredientes simples, constituindo um alimento habitual do quotidiano local.
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