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E se nos contassem?

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A informação disponível diz-nos que o primeiro Recenseamento Geral da População residente em Portugal terá ocorrido em 1864.

Apesar dos receios dos inquiridos, já, naquela altura, essencialmente fiscais, ter-se-á concluído pela existência, no continente português, Açores e Madeira, de pouco mais de quatro milhões de habitantes.

Apesar de este censo populacional ter sido feito de acordo com as normas internacionais, certamente que as evoluções da ciência, da técnica e dos meios e infra-estruturas de comunicação, permitiram que os realizados posteriormente tivessem maior rigor.

E, a verdade é que Portugal não tem conhecido, pelo menos que os cidadãos saibam, grande incerteza estatística.

No censo de 1970 terá ocorrido alguma subestimação da população.

A forte emigração, a guerra colonial, a fuga dos jovens e um regime que teimava em não ver o mundo à sua volta terão contribuído para isso.

Mais de meio século passado instalou-se a dúvida e a desconfiança.

Em 2026, 162 anos após o primeiro momento censitário, instalou-se a dúvida.

Neste meio século de democracia, nunca o rigor estatístico foi colocado em causa.

Coisa diferente é como cada um ia interpretando a informação disponível.

Chegados a este ano de 2026 a incerteza instalou-se.

Não temos a certeza de quantos somos, quem somos e onde estamos.

Recorde-se, aliás, que os Censos são da População e da Habitação, sendo que esta última vertente é crucial no actual contexto nacional.

E se o Eurostat já validou tecnicamente as estimativas de população residente em 2025, afirmando que em Portugal residiam, a 1 de Janeiro de 2026, 11 424 031 cidadãos, continuamos sem saber as condições em que vivem e quais os tipos de alojamento que usam.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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