Rosto de Homo sapiens mais antigo descoberto até hoje é reconstruído em 3D; fotos
Uma equipe internacional de pesquisadores, que inclui o brasileiro Cicero Moraes, reconstruiu digitalmente o rosto de um dos representantes mais antigos conhecidos do Homo sapiens.
Os especialistas criaram duas representações: uma voltada à análise científica e outra destinada a aproximar o público geral da aparência de um ancestral humano pré-histórico.
O trabalho, publicado nessa terça-feira (13) na revista Heritage, utilizou imagens, vídeos e ferramentas digitais para reunir partes incompletas do crânio, da mandíbula e dos dentes, encontrados em Jebel Irhoud, no Marrocos, e datados de aproximadamente 315 mil anos.
Como não existe um rosto completo preservado, o grupo combinou evidências ósseas com estimativas anatômicas para produzir os seus modelos.
Duas versões do mesmo rosto Como lembra a Phys.org, o crânio Irhoud 1 foi originalmente encontrado na década de 1960 por um trabalhador de uma mina em Jebel Irhoud.
Após a descoberta, novas escavações revelaram outros restos humanos, inicialmente datados de cerca de 40 mil anos e interpretados como pertencentes a um neandertal africano.
Essa avaliação mudou em 2017, quando novas análises estabeleceram que os fósseis tinham aproximadamente 315 mil anos e pertenciam ao Homo sapiens.
A revisão fez do sítio arqueológico marroquino uma referência importante para compreender as origens da nossa espécie.
Galerias Relacionadas A primeira reconstrução feita a partir desses achados apresenta o rosto em tons de cinza, sem cabelo ou pelos faciais.
O objetivo é destacar os contornos e as proporções que podem ser inferidos da estrutura óssea, sem acrescentar elementos cuja aparência não pode ser comprovada.
Por sua vez, a segunda versão é colorida e inclui elementos como tonalidade de pele, iluminação, cabelo e barba.
A proposta é facilitar a visualização do ancestral como uma pessoa viva, especialmente para quem não tem conhecimentos especializados sobre evolução humana.
Os pesquisadores ressaltam que esses detalhes visuais são interpretações artísticas.
Vale lembrar que os fósseis não permitem determinar com precisão características como a cor da pele ou dos cabelos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.