Como startup usa IA para tentar trazer esta ave extinta de volta à vida
Trazer espécies extintas de volta à vida não é um objetivo restrito à ficção.
Empresas de biotecnologia e engenharia genética vêm ganhando destaque por desenvolver pesquisas na área, na tentativa de alcançar a chamada "desextinção" de espécies que viveram há centenas, milhares ou até milhões de anos.
É o caso da americana Colossal Biosciences, que anunciou nesta quarta-feira (14), uma plataforma de inteligência artificial para ajudar a reviver espécies que sumiram do mapa.
Batizada GenoMorph, a tecnologia combina informações genéticas e modelos tridimensionais para ajudar cientistas a identificar quais alterações no DNA podem ter dado origem às características físicas de espécies desaparecidas.
Um dos principais alvos da novidade é o dodô (Raphus cucullatus), ave que habitava as Ilhas Maurício e foi extinta há séculos.
A proposta é enfrentar um dos maiores obstáculos da chamada desextinção: descobrir quais mudanças genéticas precisam ser reproduzidas para recuperar atributos de um animal extinto, mesmo quando há pouquíssimas amostras de material genético disponíveis.
E, no caso do dodô, essa escassez é um problema e tanto.
“Normalmente, os cientistas podem comparar muitos genomas para entender quais diferenças genéticas são responsáveis por determinadas características”, explicou Ben Lamm, CEO da Colossal Biosciences, em entrevista ao portal TechCrunch.
“Não temos esse privilégio com espécies extintas, cujo DNA é extremamente limitado, e só conseguimos obter um pequeno número de genomas completos”.
A volta do dodô? Recuperar uma espécie extinta não significa simplesmente encontrar seu material genético e o colocar em um embrião.
Os cientistas precisam identificar quais diferenças genéticas estão relacionadas às características que pretendem reproduzir e, depois, investigar se as alterações escolhidas realmente produzem os resultados esperados.
É aí que entra a nova plataforma, capaz de combinar morfologia tridimensional, que estuda a forma e a estrutura dos organismos; genômica comparativa, que analisa diferenças e semelhanças entre genomas; e biologia do desenvolvimento, dedicada aos processos que transformam um embrião em um organismo formado.
Para construir esse sistema, a equipe reuniu dados sobre os animais evolutivamente mais próximos do dodô, chegando às galinhas, codornas, patos e pombos.
Essas informações foram combinadas com dados genéticos e medidas tridimensionais de crânios de mais de 70 espécies de aves.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.