Colômbia declara telecomunicações como ativo estratégico e reforça segurança
Como parte dessa estratégia, as duas pastas retomarão a coordenação institucional com a instalação de uma equipe permanente do Ministério da Defesa nas dependências do MinTIC. A iniciativa busca reforçar a proteção das redes de comunicação, melhorar a resposta a incidentes e garantir a continuidade dos serviços.
“A queda de antenas de telefonia móvel , redes troncais de fibra óptica, estações rádio-base, cabos submarinos, centros de dados ou estações satelitais pode afetar simultaneamente as transações econômicas, o atendimento a emergências e a capacidade de resposta do Estado”, acrescentou a ministra de TIC.
Por essa razão, a estratégia prevê medidas para proteger as redes tanto contra ataques deliberados quanto contra falhas operacionais que possam interromper a conectividade.
A retomada do trabalho conjunto prevê a presença de uma equipe especializada do Ministério da Defesa na sede do MinTIC. O grupo terá mandato definido, responsabilidades individuais e acesso a informações sigilosas, de acordo com as atribuições e os protocolos correspondentes.
A equipe participará de uma instância permanente de trabalho sobre infraestrutura estratégica e contribuirá para coordenar ações de prevenção, atendimento e recuperação diante de incidentes que comprometam as telecomunicações.
A iniciativa retoma um mecanismo de ligação que funcionou durante anos entre os dois ministérios, mas deixou de operar sem que fosse criada uma estrutura substituta. Segundo o ministro da Defesa, essa situação gerou dificuldades de coordenação em assuntos que exigem atuação conjunta.
“Enquanto o crime se tornava digital, o Estado continuava trabalhando sem coordenação”, afirmou Mora López, ao se referir às mudanças nas ameaças e à necessidade de retomar o trabalho conjunto entre os órgãos.
A nova articulação incluirá o ColCERT , equipe de resposta a incidentes de segurança cibernética do setor de TIC, e o Comando Conjunto Cibernético das Forças Militares. O objetivo será reforçar a prevenção, a resposta e a recuperação diante de incidentes de cibersegurança, respeitando as atribuições de cada órgão.
A estratégia também responde à transformação das ameaças à segurança nacional. De acordo com o ministro da Defesa, grupos narcoterroristas utilizam dispositivos móveis e plataformas digitais para atividades como extorsão e recrutamento de crianças e adolescentes.
“Hoje, os grupos narcoterroristas usam drones, extorquem pelo celular, recrutam crianças por meio de uma tela e atacam a infraestrutura que conecta os territórios”, afirmou o ministro da Defesa.
Diante desse cenário, os ministérios reforçarão os procedimentos de atendimento e os mecanismos de coordenação interinstitucional para responder a crimes cometidos com ferramentas digitais e ampliar a proteção da população.
A agenda busca fazer com que a segurança das telecomunicações não se restrinja à defesa física de antenas e estações, mas abranja também a proteção das redes, dos dados e dos serviços digitais utilizados por empresas, instituições e cidadãos.
A necessidade de reforçar a resiliência das redes também ficou evidente após o terremoto de 10 de agosto.
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