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Economia

Sheinbaum pede mais concorrência no mercado mexicano após venda da AT&T

Mobile Time ·
Sheinbaum pede mais concorrência no mercado mexicano após venda da AT&T

| Mobile Time Latinoamérica | A presidente do México, Claudia Sheinbaum, comentou nesta quinta-feira, 15, durante sua entrevista coletiva matinal diária, o acordo de compra da AT&T México pelo Grupo Televisa e pela Fintech Holdings e pediu que sejam garantidas a concorrência e a realização de investimentos no país. A transação para a venda da segunda maior operadora do México foi acertada por US$ 2 bilhões e ainda depende de autorizações dos órgãos reguladores.

“O que queremos? Que haja concorrência e investimentos, que haja mais opções e que a internet seja melhor em nosso país”, afirmou a presidente. Nesse sentido, ela lembrou que a regulação desse tipo de aquisição cabe à Comissão Reguladora de Telecomunicações (CRT), dentro do marco regulatório vigente.

Sheinbaum também lembrou que está pendente uma proposta legislativa apresentada quando o órgão regulador iniciou suas atividades. “Uma lei que propusemos quando assumimos, relacionada à nova comissão, permitiria descontar uma parte do valor pago pelo espectro caso fosse garantida uma cobertura maior nas áreas que ainda não têm atendimento. A proposta ainda não foi apresentada, mas está prevista a licitação de espectro que ajudará a ampliar a concorrência e melhorar o serviço de internet”, detalhou.

A presidente também afirmou que a Comissão Federal de Eletricidade (CFE) já pode oferecer internet diretamente aos usuários finais, o que contribuirá para ampliar a conectividade.

Por outro lado, ela lembrou que a AT&T pretendia vender sua operação no México havia algum tempo. Entre os motivos, estaria a forte concorrência nos Estados Unidos nos mercados de telefonia e inteligência artificial, que levou a empresa a decidir concentrar mais investimentos naquele país.

A operação já provocou críticas pelos possíveis efeitos sobre a concorrência no mercado mexicano de telecomunicações. Especialistas alertam que, com a transação, a Televisa poderá incorporar a oferta de telefonia móvel da AT&T México aos pacotes convergentes que o grupo oferece, combinando TV por assinatura, internet e telefonia fixa. Isso ampliaria sua presença no setor.

Também há questionamentos sobre a rentabilidade da AT&T México e as implicações da saída de mais uma operadora internacional, após a retirada da Telefónica. Por isso, as autoridades foram instadas a avaliar se a operação favorece a concorrência com a América Móvil, líder do mercado móvel mexicano.

A venda da AT&T México também gerou preocupação com possíveis mudanças no quadro de funcionários após a conclusão da transação. A esse respeito, veículos de comunicação locais informaram que Mónica Aspe, diretora-geral da AT&T México, comunicou aos funcionários, por meio de uma carta interna, que as condições de trabalho e de atendimento aos usuários permaneceriam inalteradas pelo menos até a formalização da venda.

A presidente minimizou as críticas e afirmou que, independentemente de quem tivesse comprado a empresa, a operação seria alvo de questionamentos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.

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