Dólar fecha a R$ 5,07; Bolsa sobe nesta sexta, mas acumula queda na semana
Após abrir ao redor da estabilidade, o dólar fechou em leve queda, a R$ 5,073, com investidores atentos à prévia do PIB, no ambiente local, que tem ainda a corrida presidencial. Na B3, o Ibovespa registrou leve viés positivo, encerrando sequência de três pregões seguidos de perdas.
Dólar rondou estabilidade nesta sexta-feira. A moeda americana encerrou cotada no comercial para venda a R$ 5,073, variação negativa de 0,28% ante fechamento de ontem, quando a divisa subiu 1,2%. Na semana, a divisa oscilou entre R$ 4,99 a R$ 5,09.
Moeda americana tem sido influenciada por receio de aumento de juros nos Estados Unidos. A divulgação do índice de preços ao consumidor e ao produtor nesta semana fizeram os agentes de mercado a aumentarem as apostas em elevação das taxas pelo Fed (Federal Reserve), o Banco Central americano. O cenário elevou o rendimento dos títulos do Tesouro americano, atraindo recursos internacionais para o país e fortaleceu o dólar antes outras divisas, incluindo o real brasileiro.
O principal ponto de atenção para o mercado americano é a repercussão dos dados de inflação e seus possíveis efeitos sobre as expectativas para a política monetária do Fed. Fernando Saad Benati, estrategista global da Avenue Gestora de Recursos
Política seguiu influenciando posições de agentes financeiros nos mercados. Pesquisas divulgadas nesta semana por Datafolha e Quaest mostraram empate técnico entre o Presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A dúvida sobre quem será o responsável pela política econômica a partir de 2027 mantém a cautela no mercado.
A disputa presidencial segue como principal fator de volatilidade para os ativos brasileiros. Esses levantamentos recentes apontaram uma disputa equilibrada, reforçando a incerteza sobre o desfecho eleitoral. As propostas econômicas apresentadas durante a campanha também ganharam relevância. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora
Investidores reagiram à prévia do PIB (Produto Interno Bruto). O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) cresceu 0,3% em agosto de 2026 em relação a julho de 2026, na série com ajuste sazonal, com variações de -1,8% na agropecuária, 0,9% na indústria e 0,2% em serviços. Nos últimos 12 meses, o indicador avançou 1,6%.
Considerando o trimestre encerrado em agosto, a atividade caiu 0,6%, e em 12 meses o crescimento está em apenas 1,6%. Se essa perda de força continuar nos próximos indicadores, o IBC-Br pode reforçar a leitura de que há espaço para cortes da Selic, embora o mercado ainda precise avaliar esse sinal em conjunto com inflação, expectativas e cenário fiscal. André Matos, CEO da MA7 Capital
No exterior, Bolsas globais tiveram sessão influenciada por petróleo e ações de tecnologia. Os principais mercados acionários foram impactados pelo cenário marcado pelo preço do petróleo e as avaliações a respeito do avanço da IA (Inteligência Artificial).
Alta do preço do petróleo voltou a alimentar aversão a risco no exterior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.