Lula dá guinada em discurso sobre maioridade penal e diz assumir culpa por má avaliação do governo
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
O presidente Lula ( PT ) afirmou nesta quinta-feira (15) que a responsabilidade pela avaliação ruim de seu governo é dele mesmo, por, segundo ele, não conseguir comunicar bem as realizações de sua gestão.
O petista apareceu atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno e disse não poder "culpar ninguém", apesar de ter criticado dias atrás a desorganização de sua campanha.
Após a pauta da segurança pública ter sido destacada por aliados do rival, Lula também se colocou a favor da redução da maioridade penal para crimes hediondos, bandeira que sempre foi alvo de resistência na esquerda.
As declarações foram dadas durante sabatina da Globo, realizada na noite desta quinta, depois do final do Jornal Nacional.
"Acho que tudo é responsabilidade minha. Veja, eu sou o governo. Se eu não consegui ser compreendido sobre o governo que fiz, não posso jogar a culpa em ninguém, a culpa é minha", disse Lula.
O presidente disse lamentar que não tenha tido "a capacidade de fazer o povo compreender" o que foi feito no governo. "Se não consegui ser compreendido pela sociedade brasileira, não posso ficar jogando a culpa em ninguém, tenho que jogar a culpa em mim. Porque, quando as coisas dão certo, sou eu que eu ganho, quando elas não dão certo, sou eu que perco. Então, a responsabilidade é toda minha."
Em relação à maioridade penal, discutida no Congresso Nacional, Lula disse ser a favor de baixá-la para 16 anos para qualquer crime hediondo, mas reclamou que a direita queira discutir isso na PEC da Segurança. "A PEC não estava discutindo isso."
Ao ser questionado sobre sua proximidade com ministros do Supremo e o escândalo do Banco Master, Lula novamente tentou se desvincular do caso e equiparou as suspeitas sobre o ministro Alexandre de Moraes a revelações sobre dois magistrados nomeados por Jair Bolsonaro —André Mendonça e Kassio Nunes Marques. Também citou Dias Toffoli pelo mesmo motivo.
Na sexta (16), está marcada a entrevista de Flávio Bolsonaro ( PL ) na Globo. Os rivais devem travar um embate direto pela primeira vez apenas no domingo (18) quando ocorre debate presidencial realizado pela Band.
A entrevista para a Globo ocorre em uma semana de esforço concentrado da campanha do presidente, que busca reverter a desvantagem em relação a Flávio, registrada no primeiro turno das eleições . Lula apareceu 1,87 ponto percentual atrás do rival nas urnas.
Pesquisa Datafolha desta quinta mostrou empate técnico entre os candidatos, com 51% das intenções de votos válidos para Flávio, ante 49% de Lula.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Poder.