Bitso deixa varejo cripto no Brasil e clientes passam para o Mercado Bitcoin
A Bitso vai deixar de atender diretamente os clientes pessoa física que negociam criptoativos no Brasil, que passarão a investir pelo Mercado Bitcoin (MB).
O movimento faz parte de uma parceria anunciada pelas duas empresas nesta terça-feira (1º), que também prevê a união de suas infraestruturas para pagamentos empresariais no Brasil e no exterior.
Juntas, as plataformas afirmam ter 15 milhões de clientes e processar mais de US$ 130 bilhões por ano.
A Bitso continuará atuando no mercado brasileiro, mas concentrará sua operação na frente institucional.
Os clientes de varejo poderão fazer a transição de seus ativos para o MB nos próximos dias, segundo nota das empresas.
A partir de 1º de outubro, os clientes da Bitso que migrarem para o Mercado Bitcoin terão um pacote de benefícios, que inclui: período ampliado de taxa zero para compra e venda de criptoativos; condições especiais em produtos de Renda Fixa Digital; taxas diferenciadas de staking; assessor dedicado para clientes com maior volume de recursos sob custódia.
A parceria também amplia a atuação das duas empresas no segmento de pagamentos para companhias.
A proposta é combinar a presença do MB no Brasil com a infraestrutura da Bitso em outros mercados da América Latina, principalmente México, Argentina e Colômbia.
Para empresas brasileiras, a nova estrutura permitirá realizar pagamentos internacionais em moedas locais e estrangeiras, abrir contas de pagamento em moedas como real, dólar, peso mexicano, peso colombiano e peso argentino e fazer transferências internacionais utilizando stablecoins (as criptoativos lastreada a moedas fiduciárias, notadamente o dólar).
Para companhias estrangeiras que operam no Brasil, a promessa é reduzir custos e tempo das transações internacionais.
“Há mais de uma década, a Bitso vem co-liderando ativamente a evolução do setor financeiro na América Latina, oferecendo tecnologia para habilitar pessoas e empresas a mover dinheiro de forma mais eficiente e confiável”, afirma Nicolás Alonso, diretor regional da Bitso Brasil, em nota.
Segundo ele, a companhia tem mais de 2 mil clientes institucionais e processa cerca de 10% das transações entre Estados Unidos e México.
Roberto Dagnoni, chairman e CEO do MB, afirma que a infraestrutura financeira está migrando para sistemas baseados em blockchain e que essa transformação exigirá escala tecnológica e capacidade regulatória.
“O MB é hoje um dos maiores provedores de pagamentos com stablecoins do Brasil e passa a suportar também os fluxos dos clientes da Bitso no país, apoiado na infraestrutura dela nos demais mercados da América Latina”, afirma.
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