B3 (B3SA3): Bradesco BBI passa a tesoura nas estimativas e diz o que fazer com as ações agora
O Bradesco BBI revisou os números de B3 ( B3SA3 ) e cortou o preço-alvo das ações nesta terça-feira (1).
O novo preço-alvo é de R$ 20 no fim de 2026, o que ainda implica um potencial de valorização de 23,3% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (31), B3SA3 encerrou o dia cotada a R$ 16,22. A projeção anterior era de R$ 21.
Segundo os analistas Marcelo Mizhari e Renato Chanes, a revisão deve-se a dois fatores: os resultados da operadora da bolsa brasileira no segundo trimestre (2T26) e a recente desaceleração dos volumes negociados, com destaque para o mês de julho.
“Embora julho seja normalmente afetado por fatores sazonais, o ritmo recente aponta para um ambiente de negociação mais fraco que o previsto anteriormente, mesmo considerando uma melhora em setembro”, destacaram os analistas.
Nesta terça-feira, os papéis operam em alta, entre as maiores altas do Ibovespa . Por volta de 12h (horário de Brasília), B3SA3 avançava 3,08%, a R$ 16,72.
Na revisão das estimativas para B3 , o Bradesco BBI reduziu a projeção de volume financeiro médio diário (ADTV, na sigla em inglês) para R$ 32,5 bilhões em 2026 e 2027 , ante R$ 36,1 bilhões e R$ 43 bilhões, respectivamente.
As novas premissas consideram ADTV de R$ 28,3 bilhões no terceiro trimestre (3T26) e volumes próximos de R$ 32,5 bilhões a partir do quarto trimestre (4T26).
O banco também cortou as projeções para o volume médio diário de contratos negociados (ADV), de 11,8 milhões para 11,0 milhões em 2026 e de 12,6 milhões para 11,8 milhões em 2027.
Com a expectativa de uma receita relacionada ao mercado menor, as estimativas de receita bruta também foram cortadas em 2% para 2026 e 6% para 2027.
Por outro lado, os analistas consideram que a antecipação de pagamentos extraordinários de juros sobre capital próprio (JCP) reduz a alíquota efetiva de tributação, levando a um aumento de 2% na projeção de lucro líquido de 2026, para R$ 6,4 bilhões, e a uma redução de 4% em 2027, para R$ 6,6 bilhões.
Apesar da visão mais conservadora, os analistas do Bradesco BBI continuam a ver uma relação de risco e retorno atrativa para a B3, mantendo a recomedação de compra .
Para o banco, os principais riscos negativos já parecem refletidos nos preços, enquanto uma queda dos juros mais rápida que o esperado pode estimular os fluxos para a bolsa, elevar os volumes negociados e favorecer a alavancagem operacional.
“Mesmo sem considerar ganhos de margem antes dos impostos, estimamos que cada aumento de R$ 1 bilhão no ADTV possa elevar o lucro líquido de 2027 em aproximadamente 0,6%. Considerando também os benefícios de alavancagem operacional, a melhora dos volumes poderia gerar potencial de alta entre 1% e 8% nas estimativas de lucro”, calcularam os analistas.
O dividend yield estimado pelo Bradesco BBI para B3SA3 é de 9%, que somado com a potencial valorização das ações até dezembro, pode chegar a quase 24%. Desde janeiro, as ações da B3 acumulam alta de cerca 25%.
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