Segundo um novo estudo científico, as Cataratas de Sangue da Antártida abrigam descendentes de antigos organismos marinhos
O ambiente extremo guarda uma história muito mais antiga do que parece
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR As Cataratas de Sangue , na Antártida , escondem uma comunidade microscópica ligada ao passado marinho da região. Um estudo publicado em 3 de agosto de 2026 analisou 167 amostras e encontrou microrganismos eucarióticos ativos com forte assinatura marinha perto do Glaciar Taylor.
O estudo publicado na Nature Geoscience identificou uma comunidade distinta de microeucariotos, organismos microscópicos com células que possuem núcleo. O sinal apareceu principalmente no gelo avermelhado, na lama e nos sedimentos próximos à descarga da salmoura.
Diatomáceas, dinoflagelados e outros grupos associados ao ambiente marinho aparecem de forma diferente das comunidades presentes em lagos e riachos próximos.
O J. Craig Venter Institute explica que o Vale Taylor pode ter recebido água do mar em períodos mais quentes. Com o avanço do gelo, parte dessa água salgada teria ficado isolada sob o glaciar.
Não. O estudo aponta descendentes de uma comunidade marinha antiga, e não organismos preservados sem alteração. O ambiente salgado, frio e isolado selecionou linhagens capazes de persistir nessas condições extremas.
Não. A cor é produzida principalmente por compostos ricos em ferro presentes na salmoura. Quando o líquido chega à superfície e entra em contato com o ambiente externo, reações químicas formam o material avermelhado sobre o gelo.
A equipe também comparou as amostras de Blood Falls com ambientes de água doce dos Vales Secos de McMurdo e com referências marinhas do McMurdo Sound. Essa comparação foi essencial para mostrar que o sinal oceânico não estava espalhado de forma uniforme pela região.
O fenômeno deixa de ser apenas uma curiosidade química e passa a funcionar também como registro biológico. A comunidade atual preserva pistas sobre antigas incursões marinhas e sobre como a vida responde ao isolamento extremo.
Para os pesquisadores, Blood Falls reúne geologia, química e biologia em um mesmo sistema. O gelo não preservou uma comunidade intacta, mas ajudou a manter uma linhagem ligada a um passado oceânico distante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.