Vizinho instala portão de quatro metros e câmera registra estrutura atingindo carro estacionado durante a primeira semana de funcionamento
A gravação do acidente e uma análise técnica podem definir se a falha nasceu na instalação ou em alguma alteração posterior no equipamento.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Um portão automatizado recém-instalado pode transformar uma falha técnica em prejuízo para quem está do lado de fora. Na primeira semana de uso, a folha metálica avançou além da garagem de Leonardo e atingiu o carro de Roberta, enquanto proprietário e instalador passaram a discutir quem alterou o equipamento.
Pode, se ficar demonstrado que o funcionamento do portão sob sua responsabilidade causou o prejuízo. O Código Civil prevê reparação quando uma conduta ilícita causa dano a terceiro, tornando relevantes a falha, o nexo com a colisão e a participação de cada envolvido.
O carro estar na rua não transfere automaticamente o prejuízo para Roberta. Se a estrutura saiu da área da garagem e alcançou o veículo, a discussão passa a incluir segurança da instalação, configuração dos limites de movimento e eventual intervenção posterior.
Pode. Se a automação foi instalada de forma inadequada e o defeito provocou o acidente, a empresa ou profissional responsável pode ter de responder pelos danos relacionados ao serviço. A origem pode estar na montagem, programação, sensor ou fim de curso.
Em relação de consumo, o fornecedor de serviços responde por defeitos que não oferecem a segurança esperada. A legislação também equipara às vítimas do evento os terceiros atingidos por acidente relacionado ao serviço, o que pode ser relevante para Roberta conforme as circunstâncias.
A gravação da câmera pode mostrar o momento da colisão, a trajetória da folha e a posição do veículo. Também são úteis contrato, ordem de serviço e registros das configurações entregues.
Uma perícia técnica pode verificar sensores, controles, limites de abertura e sinais de intervenção. Se o instalador afirma que Leonardo alterou o sistema depois da entrega, ele precisa apontar tecnicamente qual modificação teria sido feita e como ela produziu o avanço.
Sim. Se uma intervenção feita depois da entrega desativou sensores, modificou limites ou alterou a programação e isso causou o acidente, essa circunstância pode reduzir ou afastar a responsabilidade do instalador, dependendo da prova.
A alegação, sozinha, não basta. Leonardo nega ter mexido no equipamento, então registros técnicos, histórico da central, mensagens e marcas de intervenção ganham importância para distinguir defeito original de uma alteração posterior atribuível ao proprietário.
Pode buscar o ressarcimento dos danos comprovadamente causados pela colisão. Fotografias, orçamento e imagens anteriores ajudam a separar avarias novas de marcas preexistentes.
O objetivo da indenização é recompor o prejuízo efetivo. Se o portão danificou pintura, porta, retrovisor ou outra peça, o custo necessário para restaurar essas áreas pode entrar na cobrança, sem incluir reparos sem relação com o evento.
O ponto decisivo é identificar tecnicamente por que o portão saiu de sua área normal de movimento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.