Única mulher negra candidata a presidente promete dobrar salário mínimo
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Única mulher negra candidata à Presidência, Samara Martins (UP), 38, defende aumentar em 100% o salário mínimo e acabar com a escala de trabalho 6 por 1.
Natural de Belo Horizonte , brinca ser "potineira": mora em Natal (RN), onde constituiu família, se formou pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e hoje trabalha como cirurgiã-dentista no SUS (Sistema Único de Saúde).
Faz política desde a adolescência. Participou do movimento estudantil, integrou o grêmio escolar e integrou a mobilização pelo passe livre.
Mais tarde, foi diretora de mulheres da UNE (União Nacional dos Estudantes), militou no movimento de mulheres Olga Benário e coordenou a Frente Negra Revolucionária, uma iniciativa da Unidade Popular de combate ao racismo.
A candidata chega à disputa presidencial como cabeça de chapa após concorrer à Vice-Presidência em 2022 ao lado de Leonardo Péricles (UP). A dupla obteve pouco mais de 53 mil votos, ou 0,05%.
Quatro anos depois, Samara diz que a diferença está no fortalecimento do partido, que passou de 3.210 filiados para 16.527 agora em 2026.
Sem recursos para viagens e materiais, ela conta que aquela candidatura dependeu da militância e das contribuições dos filiados, o que não mudou muito neste ano.
A candidata afirma que continuou trabalhando como dentista até o início de julho, conciliando emprego com viagens de pré-campanha.
De acordo com pesquisa Datafolha de julho , a presidenciável da UP soma 1% das intenções de votos para presidente, desempenho que ela minimiza.
"Queremos que neste ano seja a primeira eleição dos nossos deputados federais e estaduais", diz, em entrevista à Folha na sede paulista da UP, no centro da capital.
A candidatura de Samara se define como uma alternativa socialista à esquerda tradicional, mas sem inspiração em Cuba , Venezuela , China ou Vietnã . Ela fala em "socialismo brasileiro".
Indagada sobre como seriam seus primeiros cem dias no Palácio do Planalto, ela cita o calote —ou suspensão, como prefere— da dívida pública como medida mais importante.
Na sequência, aparecem a reestatização de empresas públicas privatizadas e a nacionalização de recursos estratégicos, como terras raras, petróleo e minérios.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.