Como ficam as aplicações do mercado após fechamento dos negócios em agosto
Em um agosto marcado por aumento das apostas na alta dos juros dos Estados Unidos e em nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, o dólar voltou a subir ante o real. Na Bolsa, o saldo de investimentos estrangeiros voltou a ficar positivo após semanas de retiradas, ajudando a sustentar a reação do Ibovespa, com apoio das ações mais negociadas. Confira o desempenho de alguns dos principais ativos financeiros no mês e no acumulado em 2026.
Moeda americana voltou a subir ante o real após um recuo em julho. O dólar abriu agosto cotado a R$ 5,07, após cair quase 2% no mês anterior, mas emendou sequência de valorização, chegando a bater a máxima de R$ 5,22 dia 18.
Dólar subiu ante o real em três meses, mas teve quatro quedas mensais. A moeda dos Estados Unidos caiu ante a moeda brasileira em janeiro (-5%), fevereiro (-1,5%), abril (-4,4%) e julho (-1,9%); subindo em março (+1,4%), maio (+1,4%) e junho (+2,4%).
Tendência em agosto foi alimentada por volta das apostas em alta dos juros nos Estados Unidos. Após a primeira reunião sob comando de seu novo presidente Kevin Warsh, o Fed (Federal Reserve (Banco Central) dos Estados Unidos manteve a taxa básica da economia do país na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano, mas sinalizou que as pressões inflacionárias poderiam exigir um aperto monetário .
Presidente do Fed reforçou compromisso de baixar a inflação para a meta de 2% ao ano. No último comentário sobre o assunto, durante encontro anual do Fed, Kevin Warsh destacou que ainda tem trabalho a fazer para garantir a desaceleração dos reajustes na economia americana e levar os agentes econômicos a revisarem para baixo as expectativas de inflação.
Agosto teve muita volatilidade no mercado de câmbio com viés de fortalecimento do dólar frente ao real. Apesar do suporte oferecido pelo diferencial de juros, que atrai recursos de aplicadores financeiros, o real continua vulnerável a fatores fiscais, políticos e externos. Nicolas Gomes, especialista de câmbio da Manchester Investimentos
Preço do petróleo teve período de fortes oscilações. O contrato futuro do barril do tipo Brent abriu agosto a US$ 90, caiu a US$ 79, para retomar o patamar dos US$ 90 na reta final do mês, acima dos valores praticados antes da guerra, na casa de US$ 74.
Volatilidade no mercado de petróleo foi influenciado pelas idas e vindas da tensão no Oriente Médio. Com a recente retomada de ataques dos Estados Unidos e Irã, o ambiente ampliou as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde escoavam 20% do fornecimento mundial diário da commodity antes da guerra.
Bolsa brasileira teve dois momentos em agosto. Na primeira metade, o Ibovespa, principal índice de ações da B3, recuou 6,5%, pressionado por saídas dos estrangeiros. Até o dia 18, o saldo líquido de aplicações versus retiradas desse grupo, que responde por 60% do giro dos negócios no mercado acionário brasileiro, foi negativo em mais de R$ 20 bilhões. O viés mudou nas últimas cinco sessões, quando o capitão externo trouxe R$ 4,7 bilhões em superávit.
Ações de maior peso no principal índice da Bolsa brasileira ajudaram a sustentar o mercado local.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.