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Bittar acusa juiz do TRE-AC de ter chamado Bolsonaro de “corrupto, genocida, incompetente e miliciano”

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Bittar acusa juiz do TRE-AC de ter chamado Bolsonaro de “corrupto, genocida, incompetente e miliciano”

A defesa do senador Marcio Bittar (União Brasil) apresentou à Justiça Eleitoral do Acre uma série de publicações atribuídas ao juiz-membro do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) Thalles Vinicius de Souza Sales para sustentar um pedido de afastamento do magistrado do processo que trata do registro da candidatura do parlamentar ao Senado. Os argumentos fazem parte de uma tentativa de afastar o magistrado por suposta parcialidade político-partidária e inimizade objetiva.

Entenda: Marcio Bittar pede afastamento de juiz nomeado por Lula que já advogou para PT e PCdoB no Acre

Segundo a exceção de suspeição protocolada pelos advogados de Bittar, Thalles, quando ainda atuava como advogado, publicou nas redes sociais uma manifestação dirigida ao então presidente da República Jair Bolsonaro na qual o qualificava como “corrupto, genocida, incompetente e miliciano”.

A defesa classifica a publicação como uma manifestação pública de “hostilidade qualificada” contra Bolsonaro e afirma que o conteúdo ultrapassaria os limites de uma crítica política convencional.

Os advogados dedicam parte da peça a analisar especificamente os termos utilizados na publicação. Segundo a defesa, a palavra “genocida” não seria apenas uma expressão retórica, mas uma referência a um crime previsto na legislação brasileira e no Estatuto de Roma. O mesmo raciocínio é aplicado pelos advogados às expressões “corrupto” e “miliciano”, que, segundo eles, fariam referência a práticas criminosas tipificadas na legislação penal.

A defesa sustenta, portanto, que a publicação não representaria apenas uma divergência ideológica ou uma crítica política ao ex-presidente, mas uma imputação pública de crimes graves a uma liderança política nominalmente identificada.

Outro ponto explorado pelos advogados de Bittar é a circunstância em que as manifestações teriam ocorrido.

A peça afirma que a postura adotada por Thalles não teria sido um comentário impulsivo ou um episódio isolado. Segundo a defesa, o próprio conteúdo da publicação indicaria que o então advogado teria evitado manifestações semelhantes durante o processo eleitoral da OAB-AC por uma decisão estratégica e, depois do encerramento daquele pleito, teria anunciado a intenção de retomar as críticas.

Com base nisso, os advogados sustentam que as declarações representariam uma posição política consciente e administrada ao longo do tempo, e não um simples “exabrupto” momentâneo. A defesa também estabelece uma relação direta entre as manifestações atribuídas ao magistrado e a atual candidatura de Bittar.

Segundo a petição, o senador é um apoiador declarado de Jair Bolsonaro e construiu sua candidatura ao Senado em torno dessa proximidade política.

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