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Economia

Dólar começa setembro a R$ 5,15 e Bolsa fecha em alta após PIB e petróleo

UOL Economia ·
Dólar começa setembro a R$ 5,15 e Bolsa fecha em alta após PIB e petróleo

Após abrir a R$ 5,20, o dólar passou a cair ante o real, fachando a R$ 5,15. Na B3, o principal índice de ações Ibovespa inicia o mês em alta, em sessão influenciada pela reação dos agentes de mercado à desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no Brasil, e pela persistente alta do preço do petróleo no exterior, que influencia negativamente as Bolsas.

Dólar passou a cair após rondar estabilidade na abertura. Após abrir a R$ 5,20, a moeda americana perdeu força, passando a ser cotada no comercial para venda a R$ 5,156, variação de menos 0,47% ante fechamento de agosto .

Moeda americana subiu 2% em agosto. A cotação subiu de R$ 5,07 a R$ 5,18 no período, marcado por volatilidade puxada pelas apostas em alta dos juros nos Estados Unidos e nova escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã na guerra que já dura seis meses.

Após semanas de postura defensiva e saídas pontuais de recursos, o investidor internacional voltou a ingressar no país para aproveitar o momento das ações locais, elevando a oferta da moeda americana no mercado doméstico e gerando uma pressão vendedora e garantindo o fortalecimento do real ao longo da sessão. Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad

No exterior, alta do petróleo alimentou hoje aversão a risco . O contrato futuro do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, com entrega para novembro fechou em alta de 4,6%, cotado a US$ 94,65, cerca de 30% acima dos preços praticados antes do conflito.

Índices acionários tiveram queda nas principais Bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos. O desempenho foi influenciado pela alta do petróleo, que manteve no cenário pressões de inflação que podem levar os bancos centrais pelo mundo a elevar juros — um ambiente que é prejudicial ao crescimento de vendas e de lucros das empresas que têm ações no mercado.

No ambiente doméstico, investidores reagiram aos dados do PIB, divulgados pelo IBGE hoje. A economia brasileira perdeu fôlego e cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 , na comparação com os primeiros três meses deste ano. Com a variação, o PIB (Produto Interno Bruto) nacional acumula alta de 1,9% nos últimos quatro trimestres.

O PIB do segundo trimestre veio um pouco acima do que a gente imaginava, graças ao desempenho da agropecuária e da indústria extrativa. Já indústria de transformação sentiu o peso da taxa de juros. A combinação de estímulos do governo com desemprego baixo ainda favoreceu a área de serviços, permitindo que a economia que ainda crescesse. Nossa expectativa é que o efeito do agro diminua no terceiro trimestre e que o aperto monetário continue se espalhando pela economia, levando o PIB a ter no terceiro trimestre um ritmo menor, de 0,2%, compatível com um crescimento fechado no ano de 1,9%. Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV

Agentes de mercado ajustaram apostas nos juros a partir dos novos dados do PIB. Para analistas, o Banco Central pode reforçar a análise de que a política monetária já retirou parte relevante do excesso de demanda. Entretanto, ainda é necessário separar desaceleração saudável de controle efetivo da inflação.

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