Dez anos depois, impeachment de Dilma ainda não terminou
Em 31 de agosto de 2026, completam-se dez anos desde que o Senado, por 61 votos a 20 retirou Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República.
Dez anos costumam transformar uma crise em história.
Este episódio, porém, ainda pertence ao presente: seus personagens, seu vocabulário e as desconfianças produzidas em 2016 continuam organizando a política brasileira.
Há crises que terminam quando as instituições anunciam o resultado.
Outras continuam agindo depois que o processo é arquivado.
O impeachment de Dilma pertence à segunda categoria.
Encerrou um mandato e abriu passagem para outro programa.
Mais profundamente, alterou a relação entre direito e política: a Constituição permaneceu de pé, mas a legalidade perdeu parte de sua força como regra compartilhada.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Uma reflexão séria sobre 2016 precisa recusar duas simplificações: a de que, por estar previsto na Constituição, nada houve de excepcional; e a de que, por existir articulação política, toda a dimensão jurídica foi encenação.
Ambas são insuficientes.
O processo não ocorreu fora das instituições.
O STF definiu, na ADPF 378 , as regras do rito; a Câmara autorizou a instauração por 367 votos a 137 ; e o Senado ouviu acusação e defesa.
Dilma foi responsabilizada por três decretos de crédito suplementar e por atrasos nos repasses do Plano Safra.
Em votação separada, preservaram-se seus direitos políticos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.