MCom e Ministério dos Transportes lançam plano de conectividade nas rodovias
O Ministério das Comunicações (MCom) e o Ministério dos Transportes lançaram nesta quinta-feira, 15, o Plano Nacional de Conectividade nas Rodovias do Brasil , uma ação que envolve o governo federal e a iniciativa privada — leia-se operadoras de telefonia e concessionárias das estradas.
Em conversa com a imprensa durante a cerimônia na B3 em São Paulo, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, afirmou que o principal diferencial do projeto, ante o desenho feito para o leilão do 5G, é a inclusão do compartilhamento de sinal celular (roaming) entre as operadoras ao longo de 13 mil km, ou seja, um usuário poderá usar a rede de outra companhia em trechos em que não houver cobertura da sua.
Agrega-se ao roaming: 6,4 mil km de cobertura com as contrapartidas dos participantes vencedores do leilão de 700 MHz; 4,3 mil km de cobertura adicional da rede da Claro com a adaptação do contrato de concessão para autorização; 1,2 mil km de obrigações de conectividade aos contratos novos e existentes de concessão de rodovias; 988 km com obrigações regulatórias, investimentos privados e ampliação da cobertura existente com os atores envolvidos.
Com a iniciativa, as rodovias terão: Adição de 3,3 mil km com conectividade em 2026; 57,7 mil km de rodovias conectadas em 2027, mais que o dobro dos atuais 27 mil km, sendo 16 mil em vias federais e 42 mil em estaduais; BR-101 coberta por completo em 2027, de norte a sul; 72 mil km de estradas conectadas até 2030, o equivalente a 77% da malha viária brasileira.
Estão incluídas nessa estratégia as rodovias BR-116, 135, 163, 242 e 364.
Cronograma nas rodovias Ministro das Comunicações, Frederico Siqueira; ministro dos Transportes, George Santoro (crédito: Henrique Medeiros/Mobile Time) Siqueira disse que, embora o plano vá até 2030, a maior parte das implementações ocorrerá em 2027.
Afirmou ainda que a cobertura terá tecnologias 4G e 5G combinadas, algo que dependerá da disponibilidade de rede e da infraestrutura de cada operadora por região.
Por sua vez, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que a política de conectividade está presente em oito contratos vigentes, que equivalem a 4 mil km, e deve entrar em mais 15 acordos nas próximas repactuações e leilões.
Explicou também que a ação colabora para reduzir o custo logístico do país, que tem como meta baixar de 16% para 6% do PIB por meio do Plano Nacional de Logística 2050 (PNL) .
Santoro acredita que isso será possível com a adição da tecnologia à infraestrutura em aplicações como câmeras Wi-Fi no lugar das cabeadas, socorro imediato de acidentes, sistema de pesagem em movimento (HS-WIM) e o pedágio Free Flow.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.mobiletime.com.br — o conteúdo pertence a Mobile Time.