Carne, fluídos e amor em "Acampamento miasma"
Em meio às árvores, algo respira.
A câmera balança suavemente entre as folhagens, focalizando uma represa.
De repente, um rapaz e uma moça entram em cena, indo em direção à água.
Mais afoito, ele tira as roupas com pressa e corre para mergulhar, estimulando a jovem a fazer o mesmo, jogando água nela.
A moça olha ao redor e parece desconfiada.
Chega a trocar olhares com aquilo que espreita, mas não o percebe de fato.
Diante da insistência do rapaz, ela começa a se despir.
Depois de tirar o sutiã, o assassino aparece, imenso e mascarado, com um facão do tamanho do fêmur da pobre vítima.
Mesmo que você não tenha crescido nos anos 1980, já deve ter visto uma cena parecida.
É um clássico dos slashers, os sangrentos filmes nos quais assassinos perseguem suas vítimas para cortá-las (a tradução literal de “to slash”), e que fizeram estrondoso sucesso a partir do final dos anos 1970.
Data de 1978 o clássico Halloween, de John Carpenter e Debrah Hill, que consolida os elementos fundamentais do subgênero: o sujeito mascarado de passado trágico que caminha lentamente em direção às vítimas, sempre certo de que vai pegá-las, até encontrar sua antagonista, a final girl.
Dois anos depois, em 1980, estreia Sexta-feira 13, de Sean S.
Cunningham, que inaugura uma das mais longevas franquias dos slashers — é desse filme que extraí a cena acima, reimaginando-a.
A famosa “transou, morreu”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistagalileu.globo.com — o conteúdo pertence a Galileu.