Síndrome dos ovários policísticos muda de nome e acende alerta para diabetes
Conhecida por alterações na menstruação e dificuldades para engravidar, a SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos) também pode trazer riscos que vão além da fertilidade.
A condição, que pode atingir de 5% a 13% das mulheres em idade fértil, passa a ser chamada de SOMP (Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina), nomenclatura que chama atenção para alterações hormonais e metabólicas, incluindo maior risco de pré-diabetes e diabetes tipo 2.
A mudança também tenta desfazer uma confusão comum: uma mulher não precisa necessariamente apresentar cistos nos ovários para ter a síndrome.
Segundo a endocrinologista Renata Bussuan, a associação entre o diagnóstico e a presença de cistos pode fazer com que mulheres deixem de investigar outros sinais da condição.
“O ultrassom e o nome antigo atrasavam os diagnósticos.
Muitas pacientes chegavam ao consultório dizendo que não podiam ter a doença porque o exame não mostrava cistos.
Outras viam a imagem e achavam que tinham algo grave, mesmo sem nenhuma alteração menstrual ou hormonal”, explica a especialista.
As imagens que aparecem no ultrassom podem ser folículos normais em desenvolvimento e não, necessariamente, cistos relacionados a uma doença.
Por isso, o exame não deve ser visto isoladamente como definidor do diagnóstico.
“O novo termo comunica melhor que se trata de uma condição que envolve diferentes hormônios e o metabolismo do corpo, e não algo restrito ao ovário”, afirma.
Peso normal não significa ausência de risco - Outra ideia que pode dificultar a identificação da síndrome é relacioná-la apenas ao excesso de peso.
Há mulheres que mantêm o peso considerado normal e ainda assim apresentam alterações hormonais e metabólicas.
Em alguns casos, os sinais podem aparecer na ovulação ou somente em exames.
“Existe a chamada apresentação magra da síndrome, em que a principal manifestação pode ser apenas a falha na ovulação ou alterações hormonais identificadas em exames de sangue.
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