Do hospital ao roteiro: médico Márcio Maranhão fala sobre Emergência 53
Entre 2005 e 2006, Márcio Maranhão , de 56 anos, trabalhou como plantonista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no Rio de Janeiro.
Certa feita, ele socorreu um homem que sofria com uma doença neurológica e evoluía rapidamente para a insuficiência respiratória .
Em companhia de uma das filhas do paciente, o médico saiu à procura de um leito de Centro de Terapia Intensiva (CTI) pela cidade.
Depois de percorrer quase 250 quilômetros, a ambulância encontrou uma vaga em um hospital da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.
“Lembro bem da gratidão da filha que ofereceu para a equipe um lanche caprichado no ‘podrão’”, recorda Maranhão, referindo-se ao trailer de sanduíches que ficava diante da unidade médica.
Continua após a publicidade Em 2014, aquele atendimento virou De Porta em Porta , um dos capítulos do livro Sob Pressão (Globo Livros – Clique para comprar) , escrito em parceria com a jornalista Karla Monteiro.
Cinco anos depois, o capítulo ganhou adaptação para a TV e tornou-se um dos episódios da terceira temporada de Sob Pressão , série médica protagonizada pelos atores Júlio Andrade (Dr.
Evandro) e Marjorie Estiano (Dra.
Carolina).
Sete anos depois, a falta crônica de leitos de CTI voltou a servir de inspiração para o episódio O Julgamento , o terceiro da primeira temporada de Emergência 53 , exibido pelo Globoplay.
Continua após a publicidade Se, em Sob Pressão , a Dra.
Carolina demorou para encontrar um leito de CTI para uma criança grave; em Emergência 53 , a Dra.
Glória (Heloísa Jorge) penou até encontrar uma vaga para uma jovem politraumatizada .
“A dificuldade de acesso aos serviços públicos de saúde ainda é uma questão crítica no Brasil”, afirma o médico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.