Vacina do herpes-zóster vai chegar ao SUS? Entenda Projeto de Lei
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, mais cedo nesta semana, um projeto de lei que busca oferecer a vacina contra herpes-zóster gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
O PL 4.426/2025 agora segue direto para a Câmara dos Deputados, a menos que haja pedido de análise por algum senador em Plenário.
De acordo com o texto, a ideia é que a vacina recombinante contra o herpes-zóster, que já tem registro sanitário no Brasil, seja disponibilizada para pessoas com mais de 50 anos ou adultos com comprometimento imunológico – no caso dos imunossuprimidos, a indicação é já a partir dos 18 anos.
A aprovação no Senado não significa um caminho automático para a chegada do imunizante ao SUS, já que é preciso passar também pela Câmara.
Mais cedo neste ano, o governo havia rejeitado a incorporação da vacina à rede pública , alegando um custo elevado diante de um número relativamente pequeno de beneficiados.
Mas há uma diferença importante: na ocasião, foi avaliada a disponibilização só para idosos acima de 80 anos , além de imunossuprimidos a partir dos 18.
O que é o herpes-zóster Também conhecido como cobreiro, o herpes-zóster é uma doença causada pelo mesmo vírus da varicela, a catapora .
Apesar do nome, o herpes-zóster não é causado pelo mesmo vírus da herpes simples, mais conhecida por feridas na boca e na região genital .
Após superar a catapora , que é mais comum na infância, o vírus permanece dormente no organismo , em pontos específicos do sistema nervoso.
Continua após a publicidade A partir daí, o vírus da varicela-zóster pode permanecer sem causar problemas pelo resto da vida, ou ser “reativado” quando há alguma queda na imunidade: o avanço da idade, o estresse e outras doenças são gatilhos comuns para o herpes-zóster (durante a pandemia, foram comuns os relatos de pessoas que sofreram com o problema após contrair covid pela primeira vez ).
Estima-se que uma em cada três pessoas vai ter herpes-zóster ao longo da vida .
Quando isso ocorre, podem aparecer sintomas como febre, erupção cutânea, coceira e, no sintoma mais incapacitante, dores pelo corpo que lembram queimação, pontadas ou choques.
Em alguns pacientes, a dor pode permanecer pelo resto da vida (é a neuralgia pós-herpética ) e, em 10 a 25% dos casos, o vírus pode acabar afetando nervos que chegam aos olhos, com risco de perda de visão.
A vacina é a principal maneira de proteger contra o herpes-zóster e suas complicações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.