EUA e Equador afundam embarcação suspeita de narcotráfico no Pacífico
Forças militares dos Estados Unidos atingiram nesta quarta-feira (02/09) mais uma embarcação supostamente utilizada para narcotráfico no Oceano Pacífico. A ação foi realizada pela Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental norte-americano, em coordenação com o governo de Daniel Noboa, no Equador.
Segundo o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), a embarcação está ligada às operações de narcotráfico do grupo equatoriano Los Choneros, classificado com organização terrorista por Washington. Dessa vez, não houve mortes. Os militares norte-americanos interceptaram o navio e retiraram os tripulantes que foram entregues às autoridades equatorianas.
Segundo Washington, o navio funcionava como uma espécie de posto de reabastecimento flutuante e dava suporte a “operações de tráfico ilícito de drogas em alto-mar”. A ação teria interrompido “um nó crítico na cadeia logística dos traficantes”, afirma.
Este é o segundo navio afundado pelas forças norte-americanas em menos de uma semana. Na sexta-feira passada, os Estados Unidos destruíram outra embarcação que, segundo Washington, também era utilizada como estação de reabastecimento para barcos ligados aos Los Choneros.
Segundo o governo norte-americano, Los Choneros e outras duas organizações criminosas, Los Lobos e Chone Killers, mantém ligações com grupos de narcotráfico mexicano, como o Cartel de Sinaloa.
Estados Unidos e Equador vêm realizando ações conjuntas contra grupos criminosos em regiões equatorianas próximas à fronteira com a Colômbia. Em 27 de agosto, autoridades militares e de Defesa dos três países se reuniram em San Lorenzo, na província equatoriana de Esmeraldas, junto à fronteira colombiana, para definir uma estratégia conjunta contra organizações criminosas que atuam na região.
Participaram do encontro o comandante do Comando Sul dos EUA, general Francis L. Donovan, e os ministros da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, e da Colômbia, Jorge Eduardo Mora, além de comandantes militares dos três países. A cooperação prevê compartilhamento de inteligência, apoio logístico e operações coordenadas em áreas consideradas estratégicas para o narcotráfico.
O Ministério da Defesa do Equador batizou a articulação de “Tridente da Segurança”. Ela começou a ser desenhada durante os exercícios militares Panamax 2026, quando Equador e Colômbia acertaram a preparação de operações conjuntas com apoio dos Estados Unidos.
A iniciativa inclui áreas dos departamentos colombianos de Nariño e Putumayo e das províncias equatorianas de Esmeraldas, Carchi e Sucumbíos.
Especialistas das Nações Unidas observam que essas campanhas militares dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de envolvimento com o narcotráfico no Caribe e no Pacífico Oriental já mataram pelo menos 223 pessoas.
Na última terça-feira (01/09), eles divulgaram um balanço acusando “assassinatos sistemáticos” em ações que “violam gravemente a obrigação fundamental de respeitar o direito à vida” desde o início dessas operações, em 2 de setembro de 2025.
Os especialistas rejeitam a justificativa do governo norte-americano de que as ações estão sendo realizadas em contexto de conflito armado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em operamundi.uol.com.br — o conteúdo pertence a Opera Mundi.